Autolatina

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
NovoWikisplode.gif
Para aqueles sem senso de humor, os espertalhões da Wikipédia têm um artigo (pouco confiável) sobre: Autolatina.

Autolatrina foi um consórcio falido entre Volkswagen e Ford no Brasil e Argentina. Esta merda durou de 1987 a 1996.

Começo[editar]

A incrível e melhor carroça maquina automobilistica de 1880 1960.

Na década de 80, a situação do mercado automobilístico brasileira não estava nada legal: Cada vez menos gente comprava carros no Brasil, e ninguém no exterior queria receber nossas carroças. Em 1987, Volkswagen e Ford anunciaram um acordo que formaria um gigante teoricamente imbatível no mercado, a Autolatina, com a desculpa de que a Ford estava mal no Brasil e a VW mal na Argentina. A estratégia buscava também garantir a permanência das duas montadoras no mercado interno, aumentando o lucro Brasil às custas do idiota consumidor - de acordo com elas mesmas, as duas montadoras vinham de uma crise de vendas e espaço de mercado, embora antes da fusão, a VW controlasse 34% do mercado e a Ford mantinha 21%. Após a fusão, passaram a controlar juntas 60% do mercado brasileiro e 30% do argentino.

Integrando (teoricamente) as fábricas e operações das duas empresas, a ideia era cortar custos e potencializar os pontos fortes de cada uma, em uma experiência tentada também em Portugal com a AutoEuropa. Porém, acabou dando tudo ao contrário: todos os pontos fracos de cada marca foram transferidos à outra. Não só a VW começou a se desinteressar em investir no país, como a Ford começou a relaxar no desenvolvimento. Resultado: VWs com motores anêmicos, Fords com acabamentos pé-de-boi. Apesar de todo o processo ser cumprido em 1987, apenas em 1990 que as montadoras iniciam o funcionamento da empresa, que tinha 51% de suas ações "controlados" pela Volkswagen e 49% pela Ford.

As empresas se concentraram em comunicar os seguintes pontos:

  • Volkswagen e Ford manteriam identidade e individualidade das suas marcas;
  • Não se tratava de uma incorporação ou fusão das duas empresas, e sim de um acordo operacional com benefícios para ambas e para seus públicos (só que não).

O que cada uma deu para a outra[editar]

A VW ofereceu à Ford os motores AP-1600, 1800 e 2000, além da plataforma do sedã Santana, que originou os fracassos Versailles e Royale, que eram melhores que o Santana, mas não venderam porque eram Ford. A Ford ofereceu à VW os motores AE 1000 e 1600 (os infames CHT), além da plataforma do Escort, que originou as gambiarras Apollo, Logus e Pointer.

Problemas[editar]

  • Manutenção Baseada em Gambiarras: Apesar de haverem Fords com motor VW e vice-versa, os carros só poderiam ser vendidos e terem serviço técnico em concessionárias da fabricante. Ou seja: você ia com seu Escort com motor AP numa concessionária da VW e levava o maior esporro da década. E as concessionárias Ford NÃO tinham peças para os motores VW.
  • Equipes de desenvolvimento batendo cabeça: A VW queria um popular pra bater com o Uno Mille. A Ford queria um carro baseado no Gol. Ambas bateram cabeça e no final a VW teve que fazer uma gambiarra e empurrar o Gol 1000 goela abaixo do consumidor, enquanto a Ford colocava outra carcaça no Escort.


Consequências[editar]

Após o final da Autolatrina:

  • A FIAT cresceu no mercado e passou a ocupar a liderança a partir de 2001.
  • A Ford se fudeu lindamente: de 20% do mercado, passou a não ter nem 10.
  • A VW passou séculos tentando achar um sucessor para o Voyage, e acabou tendo que ressuscitar o nome.


v d e h
*Automóveis, atropelamento e fuga