Carro importado

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Carrinho spmercado.jpg Este artigo é sobre um carro.

Puta que pariu, pisa no freio, Zé...

Ele queima óleo, suja sua garagem, solta fumaça e sempre lhe deixa na mão no meio da estrada!


O carro importado é o sonho de 11 em cada 10 brasileiros pobres que normalmente moram na favelas (ou, como o governo gosta de falar, "comunidades"). Tudo começa pela procura do tão sonhado carro, que logo vai se tornar o pesadelo de 4 rodas.

Continuação da tristeza[editar]

Uma amostra do maravilhoso arsenal dos vendedores.

Normalmente, a busca começa pela Internet em sites de credibilidade, em que os carros estão com a documentação mais enrolada do que pentelho de virgem (caso você saiba o que é isso). Como não se tem dinheiro para se comprar alguma coisa decente, como um Mercedes CLK, ou um BMW x5, o jeito e baixar o padrão.

Então, eis que surgem as opções, que são carros com peças tão difíceis de se achar como o "tesouro da arca perdida". São elas:

  • Alfa Romeo 164
  • BMW 325i
  • Omega australiano (tão difícil quanto achar um à venda é achar peças).

E ainda: os Mercedes dos anos 80, carros da Volvo que parecem legos de 4 rodas, carros da Lexus (procura no Google) e não poderia ficar de fora da lista o número um dos importados de pobre, o Audi A3... antigo, é claro.

Felicidade plena...[editar]

Esse importado está ao seu alcance e sem problemas.

No inicio, é como o casamento: um mar de flores, mas não demora muito (já viu alegria de pobre durar mais de uma semana) e os problemas começam...

O mecânico "experiente" e de alta credibilidade na praça (geralmente com o apelido de Zé ou Neguinho) avista sua vitima, ou melhor, seu otário cliente se aproximar com o seu belo e raro possante amarrado com arame, cadarço de tênis e elástico... mas afinal é um carro (?) importado com i maiúsculo.

O honesto mecânico abre o capô e olha para seu cliente com o semblante de quem diz "que porra é essa que eu nunca vi, não consigo achar nem a vareta do óleo".

É - diz - Vai custar caro... (normalmente mais que o valor do carro) e para voltar daqui a uns 5 anos. Neste meio tempo, a ideia de se colocar um motor de fusca no lugar é bem válida, mas no final o carro fica pronto (pra explodir). Depois de vários gatilhos, volta-se às ruas com o seu belo ronco de carro esportivo, e queimando mais óleo do que uma Brasília velha.