Carteira escolar

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Mokuton - Animação.gif Este artigo é amadeirado!

E pode ser encontrado na xiloteca mais próxima com a benção de Mokujin. Tome cuidado com os cupins e não vandalize, ou será atazanado pelo Pica-Pau!

Típica manifestação artística feita em carteiras escolares, que faz com que nenhum aluno queira utilizá-la.

A carteira escolar é aquele mobiliário presente em qualquer escola que se preze, que teoricamente deveria servir para os alunos apoiarem seus cadernos e livros e conseguirem estudar, mas que na prática acaba sendo um pedaço de madeira todo arrebentado, caindo aos pedaços e comido pelos cupins, que os alunos utilizam como travesseiro ou como rascunho, escrevendo frases de sacanagem ou desenhando pirocas de todos os tipos e para todos os gostos.

Características[editar]

As carteiras escolares quase sempre são produzidas com madeira de baixíssima qualidade, que mais se parece com papelão endurecido do que com madeira propriamente dita. Ninguém acreditaria que aquilo seria madeira de verdade, mas a montanha de cupins comprova que o material utilizado é este mesmo. Para proteger a frágil estrutura de madeira, os carpinteiros colocam sobre as superfícies um revestimento de plástico, que nas escolas públicas os alunos sempre arrancam e usam como prancha de surfe.

Em algumas poucas instituições de ensino, para evitar que as carteiras sejam devoradas pelos cupins, o diretor de escola opta pelas carteiras escolares feitas com ferro. Essas não possuem revestimento algum, e os alunos são obrigados a ficar o período escolar inteiro sentados em uma superfície dura e gelada que causa uma dor na bunda insuportável.

Seja de madeira ou ferro, todas as carteiras escolares possuem, debaixo da mesa, um compartimento para colocar qualquer coisa que o aluno queira. Teoricamente seria para colocar livros e cadernos enquanto os mesmos não estão em uso, mas na prática esse espaço serve apenas para os alunos folhearem as revistas de sacanagem sem ninguém ver, pra mexer no celular discretamente, pra anotar a cola da prova ou mesmo pra riscar sacanagem, quando não há mais espaço para desenhar na parte de cima da mesa.

Vandalismos[editar]

As carteiras escolares também são populares pra deixar recadinhos achando que alguém vai levar aquilo a sério e não te achar um vândalo miserável.

Assim como as paredes dos banheiros, as carteiras escolares são muito visadas pelos vândalos, que como são obrigados a estarem presentes em sala de aula mas não querem estudar, passam seu tempo desenhando sacanagem no mobiliário com o auxílio de caneta, lápis e até mesmo de corretivo. Alguns vândalos mais hardcore até usam a carteira pra escrever a cola, apostando que o professor não irá verificar o mobiliário na hora da aplicação do exame.

Os principais ataques às carteiras escolares partem de criancinhas ranhentas da 2ª série, repetentes da 7ª série e marmanjos do ensino médio. Mas nem mesmo em faculdades há maturidade, e os pobres móveis sofrem quase que da mesma forma nas mãos dos universitários que falam top. Seja na escola pública ou particular, é impossível encontrar uma carteira escolar em bom estado, que não tenha passado ao menos uma vez pela mão de vagabundos. Isto é resultado de um instinto humano de desenhar merdas nas coisas, que vem desde a época que as pessoas eram semi-macacos que cagavam no mato e dormiam em buracos. A arte rupestre é algo que pode ser praticado até por um estudante entediado, por não requerer habilidade artística ou estudo das artes, apenas muita imaginação e falta do que fazer. É algo que não se pode aprisionar no ser humano, por ser simplesmente natural escrever seu nome com letras garranchudas ou desenhar um pênis veiudo em uma superfície qualquer.

O Ministério da Defesa no Brasil criou o programa "Preserve sua Carteira", que consistia basicamente em usar aulas vagas para os alunos se relacionarem com suas carteiras - incluindo mas não se limitando a relações sexuais - e aprenderem a amá-las, ou ao menos respeitá-las. Tudo lindo, mas como qualquer outro programa do governo, falhou miseravelmente em poucos meses. Isso pois, após a morte do apresentador Luiz Carlos Alborghetti nos anos 2000, conhecido mundialmente por sua violência gratuita contra mesas, fez aumentar o número de "homenagens" (não é o que você está pensando, doente) e consequentemente a disseminação do espancamento de mesas país afora, o que inclui carteiras escolares.