Deslivros:Criando seu próprio filme fantástico de baixo orçamento

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Até os policiais seguem as dicas do sangue falso feito em casa

Então você pensou entrar para o mundo do Cinema e resolveu virar um cineasta? A não ser que você seja um playboy e tenha dinheiro para investir, terá de começar sua carreira com filmes com orçamentos enxutos. E para isto, terá de tirar leite de pedra.

A maioria dos cineastas que fazem filmes de baixo orçamento se especializam no gênero fantástico. Por fantástico, entende-se filmes de horror, fantasia ou ficção científica, e não que o filme é uma maravilha da sétima arte. Ou seja, o filme pode ser uma verdadeira bosta cinematográfica, mas ele sempre será fantástico. A grande maioria dos filmes fantásticos de baixo orçamento, algo em torno de 99,9999%, é considerada trash (Lixo). O resto foi feito pelo Roger Corman.

Fazer filminho de draminha, romancezinho, comediazinha e outras coisinhas, com orçamento pequeno, é molezinha. Fazer um filme do gênero fantástico com uma miséria de grana já é coisa pra guerreiro. Porém, mesmo os guerreiros podem fazer um filme ser considerado bom ou clássico com pouca grana. Basta seguir este manual, concebido pelos maiores gênios do cinema trash, como Uwe Boll, Ed Wood, Bruno Mattei e Paul W. S. Anderson.

Ideias[editar]

Depois de beber e cagar na cueca, só bolar a ideia pro roteiro

Se você vai fazer um filme com um orçamento insuficiente até pra comprar bala na padaria, ao menos precisa ter uma boa ideia. Quando a ideia é boa, ninguém vai dar bola pro resto. Muitos cineastas que precisam de uma boa ideia encontram no fundo de uma garrafa de cachaça. Por isso a maioria dos filmes B são embriagados.

Mentes criativas podem fazer um filme razoavelmente bom, com uma ideia na cabeça, uma câmera na mão e 58 reais no bolso, mas se você não tem criatividade nem para escrever artigos na Malucopédia, melhor você parar de ler este manual e ir brincar de casinha com sua prima de 5 anos.

Roteiro[editar]

Após sua mente ser iluminada, a ideia inicial que surgir primeiro deve virar um roteiro. Sabendo que você irá realizar um filme com pouco dinheiro, é melhor não usar elementos muito complexos no filme. Se for um roteiro de ficção científica, é aconselhável que seus alienígenas sejam humanoides. Fica mais barato pintar um sujeito qualquer de verde do que usar computação gráfica. As naves espaciais devem ser as mais simples possíveis. Aqui, a criatividade também é útil, para esculpir melhor o roteiro de acordo com a miséria dos produtores.

É bom que o roteiro acompanhe a pobreza da produção. Não adianta fazer um roteiro cheio de nhenhenhens, com direito a milhões de seres mitológicos, monstros gigantes, efeitos especiais especializados e toda a gama de trecos fantásticos se a produção só tem 5 reais e 3 tampinhas. Para um filme B, quanto mais enxuto o roteiro, melhor.

Construindo o roteiro[editar]

Criação de um roteiro

Para criar o roteiro, vamos precisar de personagens. Para o caso de filmes de horror, precisaremos de um ou mais vilões. Também precisaremos de mocinhos, muitos deles, a maioria para virar presunto. Quanto mais personagens humanos, melhor. A caracterização dos humanos é barata, e as atuações podem ser alternadas pelo pessoal da produção.

Vamos precisar de falas também. É importante que as falas do filme não sejam tão idiotas. Também não precisam ser shakespearianas. Um exemplo de uma conversa interessante para um filme de horror B:

  • Mocinha abre a porta do quarto. Vilão aparece repentinamente.
Vilão: Ahhh, vou te pegar!
Mocinha: Nããão, socorro!
Vilão: MWAHAHAHAHAHA!
Mocinha: Oh não! Alguém me ajuda!
Vilão: Você não tem nenhuma chance de sobreviver, faça seu tempo!
  • Vilão dá facada no pescoço da mocinha.
Mocinha: Argh, morri!
A mocinha que corre do vilão

Viu só? Não foi tão difícil criar uma conversa coerente no roteiro. Basta fazer isso mais umas vinte vezes e deixar que o resto a direção faça.

Muitas vezes, o vilão assustador não precisa nem falar, basta apenas matar a vítima. É o caso de Leatherface, Michael Myers, Jason Voorhees, Ghostface, Harry Warden ou qualquer criatura não-humanoide como o xenomorfo e a bolha assassina. Para o roteirista fica ainda mais fácil, e se torna praticamente um monólogo para a vítima indefesa e amedrontada:

  • Mocinha abre a porta do quarto. Vilão aparece repentinamente.
Vilão: ...
Mocinha: Nããão, socorro!
Vilão: ...
Mocinha: Oh não! Alguém me ajuda!
Vilão: ...
Mocinha: Diabo! Fala alguma coisa, caralho!
Vilão: ...
  • Vilão dá facada no pescoço da mocinha.
Mocinha: Argh, morri!

Para a vítima, ser assassinada por um idiota mudo é pior do que ser alvejada por um vilão falador. A vítima grita, grita, grita, e o vilão mudinho nem liga para os sentimentos da vítima. A vítima sente-se como se estivesse fazendo sexo pago com uma prostituta, totalmente sem emoção, com um assassinato muito mecânico.

O Cerveró pode ser usado como assassino desfigurado de filme de horror, sem precisar de maquiagem

Outra coisa importante na construção de um roteiro são as situações. Como o filme é de custo baixo, muitos cortes deverão ser feitos. O roteiro do filme deve privilegiar as cenas curtinhas:

  • A vítima abre a porta e o vilão aparece repentinamente.
  • A vítima grita e corre.
  • A vítima sobe as escadas.
  • A vítima entra em seu quarto.
  • O vilão persegue a vítima até o quarto.
  • A vítima tenta fechar a porta do quarto.
  • O vilão surpreende a vítima.
  • O vilão mata a vítima

Com poucos cortes, a filmagem ficaria mais cara:

A vítima sempre tropeça enquanto foge do assassino, é sempre um festival de burrice por parte da vítima
  • A vítima abre a porta e o vilão aparece repentinamente, mas é golpeado no pescoço por um golpe de karatê da vítima, que ainda tem tempo de dar um olé no assassino.
  • A vítima grita, pega uma faca, tenta matar o assassino, não consegue, pega um machado, tenta matar o assassino, não consegue, pega um lança-chamas, tenta matar o assassino, não consegue, desiste e corre.
  • A vítima sobe as escadas, escorrega, desaba, sobe novamente
  • O vilão segura sua perna, ela golpeia o vilão com a outra perna
  • O vilão cai da escada, enquanto a vítima consegue fugir
  • A vítima entra em seu quarto, e procura alguma arma
  • A vítima encontra um revólver no criado-mudo
  • A vítima encontra as balas do revólver e carrega a arma
  • O vilão persegue a vítima até o quarto
  • O vilão entra no quarto errado, onde estava uma velha
  • O vilão mata a velha para compensar o tempo perdido
  • O vilão encontra o quarto certo, pertencente à vítima
  • A vítima tenta fechar a porta do quarto
  • O vilão dá uma voadora na porta do quarto, que é arrombada
  • O vilão surpreende a vítima
  • A vítima surpreende o vilão, e dá um tiro na orelha dele
  • O vilão fica atordoado, amedrontado
  • A vítima tenta acertar um chute no vilão, que desvia like Neo
  • O vilão dá o contra-ataque e consegue golpear a vítima
  • O vilão finalmente consegue matar a vítima desgraçada

Com certeza, todo o orçamento de uma produção modesta de centenas de reais (ou dólares) já seria gasto apenas nesta cena. O rolo de filme é caro demais pra ser desperdiçado com uma luta entre a vítima e o vilão. É melhor que o roteiro faça a vítima morrer logo. É isso que todo mundo quer.

Consertando o roteiro[editar]

Atores de merda que podem topar estar em seu filme

Agora é a hora de remover os furos do roteiro. É comum em filmes de baixo orçamento existir furos de roteiro notáveis, como o fato de um personagem tapa-buraco morrer, depois aparecer dialogando com uma pessoa, para depois morrer novamente, para então novamente aparecer dialogando, sem que o roteirista perceba. É preciso ler o roteiro centenas de vezes, para corrigir o maior número de furos possíveis.

Preparação[editar]

Tendo o roteiro em mãos, é hora de preparar os recursos técnicos, antes de começar a produção do filme. Uma boa vasculhada em sua casa e você encontra material para fazer maquiagens e (d)efeitos especiais. Farinha de trigo para fazer a névoa, massa de tomate para fazer o sangue e outros ingredientes que deixarão o filme mais barato.

Localização de pessoas interessadas em atuar ou trabalhar na produção gratuitamente é mais do que necessário. Normalmente, em filme B, o produtor do filme também é o cineasta, roteirista, editor, diretor de arte, maquiador, iluminador, fazedor de cafezinho e estagiário. Só vai precisar de mais algumas pessoas, para auxiliar nas filmagens e para fazer a obra acontecer. Pode-se encontrar bons atores em qualquer lugar, que aceitarão trabalhar por um copo de cerveja e uma empadinha. Também, qualquer pessoa que tem QI maior do que o de um Cogumelo do Sol pode atuar.

Há outros detalhes do filme que devem ser vistos. A escolha de um ambiente legal, que não onere a produção, ou seja, um lugar gratuito. Se nós morássemos na Europa, teríamos cenários perfeitos para filmes de fantasia sem nenhum custo. Se a gente morasse no Japão, poderíamos facilmente fazer um filme de ficção científica, só aproveitando o cenário gratuito. Como faremos um filme de baixo orçamento no Brasil mesmo, o jeito é aproveitar o cenário de matagal para fazer a obra. Mas também não é de todo mal. Tem magnata de Hollywood que vem até o Brasil filmar, porém, tendo o Brasil como cenário, o máximo que dá pra fazer é um filme sobre canibais, macacos assassinos ou matadores de turistas.

Efeitos especiais[editar]

Todo filme que se preze tem que ter os seus incríveis efeitos especiais. Efeitos realistas tornam o filme mais agradável de se ver, fazendo com que as pessoas se sintam dentro do roteiro proposto, enquanto assiste tudo.

Para você que vai ingressar no ramo cinematográfico, é necessário saber que sem efeitos especiais seu filme estará fora da competição neste mercado extenso e complexo, portanto, é hora de aprender a fazer os seus efeitos especiais com técnicas ensinadas pelos melhores produtores de filmes fantásticos, técnicas usadas em Hollywood ou em algum outro lugar do mundo que marcaram história, técnicas produzidas em softwares avançados como Windows Movie Maker ou Macromedia Flash 8, ou mesmo técnicas comuns como o Chroma Key, aperfeiçoado pelo Chapolin Colorado.

O incrível Hulk no auge de sua carreira

Um filme de baixo orçamento como este do incrível Hulk não deixou de lado o uso dos efeitos especiais, maquiagens e coisas semelhantes. Como podemos notar, comparado ao filme do Hulk de Ang Lee, a realidade é incrível. Não existe nada de músculos computadorizados, é tudo natural (entenda natural do jeito que quiser). A calça do Hulk não rasga para poder ser usada na próxima cena, e foi usado tinta guache para pintar todo seu corpo, dando esse aspecto de homem clorofilado. Este é um efeito que você pode empregar em sua película fantástica, quando fizer algum monstro. Só precisa achar alguém bombado o suficiente, ou senão um cara gordo mesmo e dizer que é o Hulk de meia idade.

Jaspion e suas bombinhas de São João

Os japoneses sempre se superam em filmes e seriados de super heróis. O heroi dos tokusatsu Jaspion, quando entrava em cena, entrava para chegar mesmo. Era para chamar atenção de todo mundo que estivesse em um raio de 50km dele. Usando as incríveis técnicas ninjas da arte de soltar bombinhas de São João, os filmes do Jaspion rendiam efeitos especiais baratíssimos e de alta qualidade. O mesmo truque pode ser feito com farinha de trigo, gelo seco ou fumaça de cigarro. Maizena não dá porque é muito caro, ia arrebentar o orçamento.

O Homem Lagosta de Marte prova que a imaginação e criatividade dos diretores de cinema não têm limites

Lobster Man From Mars ou O Homem Lagosta de Marte, até hoje não se sabe se é um filme de terror, comédia ou uma mensagem subliminar para proteção das lagostas. A única coisa que se sabe é que estes incríveis efeitos especiais aplicado nesse antigo filme eram de baixíssimo custo, mas olhando bem nem parece, hein!? Vejam só, realmente parece que essa lagosta está voando! Incrível! E não se deixe enganar pois aqueles fios de vara de pesca que está em cima da lagosta são apenas parte do cenário! Este truque você pode usar em seu filme. Em um fundo com papel alumínio, pode utilizar um OVNI de brinquedo com um fio de nylon amarrado, e fingir ser uma invasão de discos voadores. Ed Wood que nos ensinou isto.

Cuidado, tomates não são tão inofensivos

Eu fico imaginando, onde estava a cabeça o diretor desse filme quando surgiu a ideia de criar O Ataque dos Tomates Assassinos? Será que ele se engasgou com um tomate? Será que ele viu uma plantação de tomates invadir seu território ou será que desde criança ele sempre imaginou aquela fruta como um ser mau e diabólico? Nunca se descobriu, mas o que podemos garantir é o seu sucesso com os efeitos especiais. Parece difícil fazer com que um inofensivo tomate se transforme em um ser cruel e malvado, a não ser para as crianças que detestam comer tomate e aquelas mães otárias ficam obrigando, mas de qualquer forma esse diretor conseguiu! E o pior é que todos acreditamos que são criaturas reais que vemos no filme. O uso de marionetes pode ajudar um filme. Mesmo filmes de Hollywood com grandes orçamentos utilizam as marionetes. Seu filme pode ter uma marionete bem assustadora, causando um efeito ainda mais impactante. Só cuidado pra não usar uma marionete de meia (sock puppet)!

Nunca um lagarto gigante foi tão assustador

De volta aos efeitos japoneses, encontramos ele, o Godzilla! Apesar de os filmes antigos japoneses transmitirem que o lagarto tirano está sempre sorrindo, ele nunca esteve sorrindo. Era apenas jogo de marketing para você ficar com pena do bichinho e quando menos esperar ele comer a mocinha do filme que tanto emocionou você com seus dramas pessoais, tudo graças à roupa de borracha que um cara usou para fazer o papel de Godzilla. Se você pretende fazer um filme de algum bicho enorme, faça como os filmes do Godzilla. Bastante isopor para montar a maquete dos prédios de estruturas altas, muita fumaça de carreta e assim como no Jaspion, as indispensáveis bombinhas de São João. O filme Godzilla tem muito a ensinar sobre efeitos. Em seu filme fantástico de baixo orçamento, dois efeitos especiais podem ser adaptados dos efeitos dos filmes do Godzilla contra algum outro monstro feioso que costuma roubar a cena do lagarto gigante. Um deles é o uso de maquetes, para explicitar coisas gigantescas. Feitas de isopor e caixas de leite, fica baratinho criar uma criatura gigantesca. Outro efeito especial é o uso de roupas de borrachas cujas feições do monstro são estáticas, ou seja, os olhos e a boca nunca se mexem.

E, para fechar com chave de ouro, o efeito especial mais incrível do cinema, encontrado no filme do Tubarão 3! E para representar isto, nada melhor que um vídeo que mostra a qualidade do efeito de baixo custo, mas de alta performance.

Como se pode perceber, o tubarão engole tudo, como se fosse um aspirador de pó, sem sangue, sem dor. Nem mesmo uma lancha escapa de suas mandíbulas jurássicas, e ele sequer usa seus dentes para morder a vítima, é tudo "pa-pum" em um efeito especial incrível. E estes efeitos de CGI, acredite ou não, você pode colocar em sua obra. Basta usar algum programa baixado da Internet, como o After Effects ou o Sony Vegas. Aí, com um pouco de suor e criatividade, você consegue colocar efeitos de computação gráfica em seu filme barato. Efeitos que fizeram filmes de orçamento milionário como Ah vai tarde e Piratas do Cabide explodir o saldo das produtoras, e que você fará com gasto mínimo.

Alguns truques de efeitos especiais baratos[editar]

Olha elas aê!

Usando material barato e fácil de ser encontrado, você poderá criar efeitos especiais bacanas, muitas vezes melhores do que os de Hollywood. Talvez não melhores, mas mais engraçados com certeza. Fazendo uma busca em sua casa ou em alguma lojinha de 1,99 perto de sua residência, vai encontrar material suficiente para deixar seu filme em 3D (Desajeitado, desajustado e desprezível).

Bombinhas de São João[editar]

Com elas, você pode fazer os mais diversos efeitos especiais, desde explosões geradas em filmes de guerra, até aparecimento de um super-herói no meio do nada, como a imagem do Jiraya. E cada bombinha dará um efeito diferente. As biribinhas farão um efeito sonoro, enquanto os rojões deixarão o aspecto "Dia D" ao filme. E isto não ficará caro para seu bolso.

Filmes de ficção científica sem os efeitos luminosos das biribinhas não são nada. Além disso, as bombinhas são fáceis de manusear, a não ser que você seja uma besta e deixe a bombinha explodir na sua mão. Caso isto aconteça, mude o seu filme para terror pois terá um impacto muito maior e um sangue muito real.

Bombril pegando fogo[editar]

Sinta-se feliz da vida ao fazer esse lindo efeito

Quem é que nunca tacou fogo em um bombril e ficou girando ele para fazer um efeito de luz impressionante? OK, se você nunca fez isto, não sabe o que está perdendo. Seu filme pode ser de baixo custo, mas isto não quer dizer que será de baixo nível. Ao utilizar os incríveis efeitos de luz do bombril pegando fogo você pode fazer OVNIs, poderes especiais ou simplesmente sair que nem retardado no filme durante a noite girando um bombril em chamas. Tudo isso dará um efeito muito bacana e tornará o seu filme mais menos trash. Se seu filme de ficção científica focar as invasões alienígenas, você já tem o efeito ideal. Se filmar isto e enviar pro Ratinho ou Fatos Desconhecidos, é capaz de eles acharem que é real.

Fumaça de carburador de carro velho[editar]

Quanto mais velho o carro, melhor o efeito

Sabe quando aquele ninja japonês solta uma bomba de fumaça e desaparece no meio da cena!? Então, que tal fazer isto em seu filme de baixo orçamento? Não precisa usar aquelas poderosas bombas de nitrogênio líquido para se fazer isso, basta usar o seu Chevette anos 70 ou qualquer carro velho que você tenha e tchan-nam! Só tome muito cuidado com alguns detalhes, como por exemplo, não ficar muito tempo exposto àquela fumaça toda e também ao puta barulho do carro velho ao soltar toda aquela fumaça. Se você não tiver cuidado com esses detalhes irá estragar toda a porcaria obra do seu filme, e seu pulmão, e seu ouvido, e seu furico... Tomando os cuidados necessários, você pode fazer o pouso perfeito para um OVNI com o truque da fumaça de carro velho. As invasões alienígenas jamais ficariam tão legais se não fosse a fumaça de carburador fundido, e isto não vai custar mais do que 3 reais de gasolina e um rombo na camada de ozônio.

Boneco dublê[editar]

O seu dublê pronto para entrar em cena

Vai tacar fogo em alguém? Vai pular do alto de um prédio? Vai beijar a sogra no filme? Enfia o boneco na cena e fim de papo! Com ele não tem segredo, não tem salário, não tem dor, não tem reclamação, não tem absolutamente nada. É só colocá-lo em cena que ele faz o pior serviço para você, e só será preciso gastar alguns jornais, roupa velha e um pouco do seu cérebro para montar um.

Usando material baratinho você pode fazer vários e vários e vários bonecos destes, juntando tudo em um só lugar para dar a impressão que tem muita gente participando do seu filme. Caso você não consiga um sem gastar nada, utilize também um incrível boneco de posto. Também pode usar a sua boneca inflável. Com um boneco dublê, você vai economizar com figurantes e atores. Se pintar um boneco destes com uma cor viva, ele se transforma em um alienígena perigoso que irá morrer no filme. Se pintar de azul, ele vira um Na'vi de Avatar. Se pintar de preto, vira a primeira vítima costumeira de filmes de horror.

Ketchup sanguinário[editar]

Sangueeee!

Vai se cortar? Está com medinho de sangrar muito? Vai matar alguém no seu filme e não tem sangue? Bah! Para que sangue se existe o ketchup!? Com ele você pode decepar, cortar, arranhar, fatiar, esfolar, triturar e tudo que você possa imaginar com um sangue artificial feito com extrato de tomate. E no final de tudo você ainda pode aproveitar o ketchup para fazer uma macarronada gostosa na janta para a equipe de produção e os envolvidos. Tudo sem muito gasto e sem complicações, adquira já o seu ketchup para seu filme.

Com o mesmo propósito para efeitos especiais, você também pode usar a maionese para fazer sangue alienígena para o boneco dublê pintado de azul que irá morrer, ou fazer o pus nojento para o filme gore, e a mostarda vira a lava para seu filme fantástico, ou então o sangue dos demônios. Misturando ketchup e mostarda, você consegue um efeito magmático para um vulcão poderoso.

Programas de edição[editar]

Movie Maker sempre estará ao seu lado

Terminou o seu filme? Ótimo, enfie tudo no Windows Movie Maker e faça a pior melhor edição da sua vida! Com os efeitos listados acima, mais a ajuda do Movie Maker, transforme um filme barato em um filme bom e bonito. Remova as cenas que ficaram com cara de novela de mutantes da Record ou Moisés abrindo o Mar Vermelho na novela bíblica e seja feliz.

Maquiagem[editar]

Para se fazer uma maquiagem com baixo orçamento, não é necessário contratar um maquiador de salão de beleza ou um artista plástico para fazer o serviço. Qualquer retardado inapto e descuidado consegue fazer uns efeitos de maquiagem de causar inveja nas produções de teatro de escolinhas públicas, utilizando os mais simples ingredientes como farinha de trigo, farinha de se fazer tapioca, massinha de modelar, kit maquiagem da mamãe, canetinhas coloridas e o principal, use um pouquinho do seu cérebro também, mas não como material para maquiagem! Não vá rachar a porra da sua cabeça pra extrair pedaço de cérebro, é usar seu cérebro pensando, ô mula!

Para criar aquele monstrengo assustador, nada melhor que utilizar a farinha de trigo e de tapioca, misturar com água e tacar na cara do sujeito e começar a modelar. É bom deixar o nariz da vítima pessoa descoberto, senão ela morre asfixiada pela massa de pão. Colocando suco de fruta ou gelatina em pó na mistura, a maquiagem recebe uma cor extra. É possível criar a face de um alien ao misturar gelatina em pó sabor limão na massa caseira. Alguns detalhes você pode fazer com a sua massinha primitiva, que era utilizada quando estava na 1ª série do primário naquela escolinha tosca, se é que você, leitor deste manual, chegou a estudar...

Assustador, hein? Tudo isso com nossas dicas de maquiagem!

Quanto mais bagunçada ficar a cara do sujeito, mais assustador será. Lembre-se que quando precisar de sangue, use o ketchup, ou Ki-Suco de framboesa. Alguns efeitos extras podem ser feitos com material reciclável. Chifres de potes de iogurte, barba, cabelo e bigode feitos de papel crepom, ou cabelo natural mesmo, que você encontra nos salões de beleza ou pode ser pentelho de saco e pelo de sovaco, dentes postiços feitos de chiclete mascado e outros detalhes que só a criatividade pode proporcionar.

Uma maquiagem de monstro zumbi das trevas, feita em poucos segundos, com creme de bolo

Se precisar se maquiar apenas para disfarçar a imperfeição da face, ou em uma linguagem mais popular, a feiura que Deus lhe deu, apenas use o kit de maquiagem da mamãe, ou seja, bastante pó de arroz e base, e saia para gravação.

Você pode ver na imagem ao lado um exemplo perfeito de maquiagem barata e realista em um filme de Hollywood (Tá pensando o que? Essas dicas são internacionais!).

Direção de arte e fotografia[editar]

Tirando maquiagem e efeitos visuais, todo o resto é direção artística e fotografia. É uma parte importante do processo, principalmente em um filme de baixo orçamento. Muita criatividade será necessária nesta produção pobreta.

Uma assustadora floresta de baixo orçamento

Para os desinformados que acham que estamos falando de alguém que dirige a kombi do museu do Louvre, a direção de arte engloba a cenografia, a decoração, o design de artes, os objetos de cena, os figurinos e os enfeites das cenas. E a fotografia é tudo o que sobrou, ou seja, as paisagens, a iluminação, o enquadramento dos atores e os turistas japoneses com suas Canon ou Nikon, tirando fotos dos atores.

Com material vagabundo encontrado em qualquer lugar, a direção de arte de seu filme pode ficar realmente artística e fotograficamente esperta. Para isto vamos precisar de papel alumínio, papel celofane, papel crepom, papel machê, papel canson, papel pardo, revistas e jornais velhos, canetinha colorida (32 cores, R$1,99 e uma balinha de troco), guache e tinta acrílica, massa de modelar feita com farinha de trigo e cola, macarrão cru, gelatina de limão e abacaxi, geleia de morango (ou qualquer outra fruta vermelha), caixas de leite, areia de praia, britas, pedrinhas coloridas de aquário e tesoura sem ponta. Aí já temos material necessário para fazer qualquer cenário do universo. Se quiser reproduzir a Lua ou outro lugar longe da Terra, basta pintar um grande pedaço de papel pardo com tinta preta. Jogue uns pedacinhos de papel alumínio, cortados em formato de estrelinhas e bolinhas. Este será o cenário de fundo. No chão, jogue bastante areia de praia. Faça uns buraquinhos no chão, para fazer crateras. Se você estiver representando Marte, pinte a areia de vermelho, ou então, em vez de areia de praia, use barro vermelho usado em plantação de cana. Com a ajuda da iluminação, o ambiente pode se tornar uma cópia exata do planeta vermelho.

Usando as caixas de leite, o papel alumínio, pardo e celofane, massinha, tinta, tesoura sem ponta do Melocoton e um truque com pincel atômico, você pode fazer o interior de uma nave espacial. Usando a sua garagem como estúdio, cubra todo o cenário com papel pardo pintado de cinza. Faça uns desenhos no papel com grafite de cor metálica e uns efeitos de pincel atômico. Em alguns pedaços do papel pardo pintado, coloque recortes de papel alumínio. Não dá pra usar muito papel alumínio porque é meio caro. Pegue papel celofane vermelho e laranja e use sua tesoura sem ponta, retalhando o papel celofane (que nem é papel de verdade) em pedacinhos fininhos. Espalhe o papel pelo chão. O celofane dará um efeito incandescente à nave. Com um pouco de iluminação de lanterna, a nave espacial estará completa. Na edição, a nave espacial ganhará ares de Millennium Falcon ao usarmos o Movie Maker.

Truques cinematográficos[editar]

Um gênio da ocasião utilizando uma maratona tradicional como multidão fugindo em filme de zumbis

Tendo um orçamento risível, o filme pode ter tudo para ser igualmente risível, a não ser que o diretor faça alguns truque, para deixar o filme B com cara de superprodução de Steven Spielberg. Não tendo condições de montar a cenografia, o diretor pode usar uma fotografia grande, colada em uma parede qualquer, para fazer de conta que é um cenário montado exclusivamente para o filme. A direção de arte dos filmes costuma ser muito cara, mas uma fotografia colorida grande deve custar no máximo uns 90 reais. Pode-se construir cenários maravilhosos, apenas usando fotografias estrategicamente coladas nas paredes do estúdio (Provavelmente a garagem do produtor), e alguns objetos de papelão espalhados para fingir que a produção realmente está sendo feita em um cenário exclusivo, ou em outro país. Outro truque cenográfico é usar pedaços de papel pardo, baratíssimo, pintados com guache, em vez de utilizar fotos coloridas. Não vai ficar com cara de realidade, mas vai parecer um filme qualquer do Expressionismo Alemão, ou um teatro infantil de uma escolinha suburbana.

Sabe aquelas superproduções de Hollywood, recheada de figurantes? Muitas vezes, milhares de figurantes em cena. Usando um pouco de inteligência, o produtor-diretor de um filme de baixo custo pode ter milhares de figurantes em seu filme, e com baixíssimo gasto. E como isso? Usando alguns truques de pepsicologia:

  1. Fazer um sorteio gratuito de algum eletrodoméstico. Cada pessoa recebe uma cartelinha de sorteio. Como o filme é feito no Brasil, e todos os brasileiros têm paixão por eletrodomésticos, sorteios e coisas gratuitas, não vai demorar para lotar o sorteio. O diretor pode usar estas pessoas em seu filme, enquanto o sorteio não começa.
  2. De forma ostensiva mesmo, anunciando a realização de um grande filme e que qualquer pessoa pode atuar no filme, gratuitamente, sem precisar pagar para aparecer no filme. Todo brasileiro gosta de se aparecer, se for em um filme assistido por milhões de pessoas, ou meia dúzia, que seja, melhor ainda. O diretor terá vários figurantes e nem precisou gastar com um eletrodoméstico.
  3. De forma inteligentemente sacana, aproveitando uma multidão. Pode ser em um estádio de futebol, se permitirem filmar, em uma parada, uma festa ou apenas em um acidente de carro cheio de curiosos. Aí, é só ter um pouco de ginga e começar a filmar os futuros figurantes do filme.
  4. Para um filme de desastre envolvendo criaturas alienígenas, monstros ou assassinos, é melhor filmar pessoas gritando. Um show do Calypso ou de alguma banda de Death Metal pode resolver, mas seria melhor causar um terrorismo em algum lugar e esperar que as pessoas comecem a gritar. Assim, teremos bastante figurante bem expressivos.

Outra características dos filmes de grande orçamento são os efeitos visuais. Eles são tão importantes que há uma seção inteira exclusiva para eles. Além dos efeitos visuais, também temos os efeitos sonoros. Um filme barato também pode ter efeitos sonoros incríveis. Pode-se usar a sonoplastia caseira, como sons de batidas de panela para sonorizar um acidente, som de biribinha ampliado no computador várias vezes para sonorizar uma explosão ou latidos de cachorros, invertidos e modificados usando algum programa gratuito ou pirateado de edição de som, para fazer a "voz" do monstro feroz ou alienígena gosmento.

Produção[editar]

Com o uso do chroma key, um cenário pode ajudar bastante uma produção

Este é o momento crucial. O momento mais importante de toda a realização. A concepção do filme só começa depois que o diretor tem em mente o que vai fazer, já escolheu seus atores, já preparou os recursos técnicos e já fez a reza em conjunto com toda a equipe técnica.

Primeiro, o diretor dá uma boa lida no roteiro e tenta segui-lo, transformando palavras em cenas. Na verdade, de todo o filme, somente 5% das filmagens serão por conta de roteiro. O resto é tudo improviso e correções de última hora, por causa da falta de grana.

A equipe técnica se aloja no estúdio, que pode ser a garagem do produtor, o pátio de uma escola ou um galpão vazio. Também deverá ocorrer as filmagens externas, na paisagem local. No estúdio, a equipe de decoração, que nada mais é que um boiola conhecido do pessoal, arruma o cenário.

Mas o uso errado do Chroma Key pode estragar completamente com a produção

Aos poucos o cenário começa a ganhar formas realmente artísticas. A direção de arte, formada por um sujeito qualquer que gosta de fazer pinturas com guache, faz uns retoques na decoração do ambiente. A câmera é montada sobre um tripé ou sobre um banco de bar. A equipe de iluminação, formada por um único sujeito segurando uma lanterna, foca a área onde dos atores em cena. Um pano azul é estendido ao fundo, para depois ser transformado em belos efeitos especiais de última geração.

Os atores, que na verdade são uns bêbados que só aceitaram participar em troca de uma cervejinha, começam a se preparar. Antes de atuarem, os "atores" começam a brigar, por ordens do diretor. Não é uma briga séria, mas suficiente para deixar os aspirantes a atores com gana para atuar. Outra forma de fazer os pseudo-atores atuarem de forma convincente é dar choques neles durante as cenas. Para isto, basta comprar aquelas raquetes para matar mosquitos e colocar dentro das calças dos artistas em cena. As atuações dramáticas ficarão perfeitas.

Por ser um filme com orçamento enxuto, muitos ensaios devem ocorrer, para evitar gastos de rolo de filme desnecessários. Ameaças com chicote deixa os atores nos trinques e evita erros bobos. Um pouco de Velho Barreiro ou outra cachaça vagabunda antes das cenas faz os atores atuarem melhor, quase shakesperianos. Conforme as filmagens ocorrem, os rolos já são separados, para não causar uma desordem na continuidade do filme, senão o editor vai se ferrar um pouco pra ajustar o filme. Na hora das filmagens é que acontece o famigerado "Cortaaaa" que os diretores tanto usam. Após a concretização das filmagens, tudo irá terminar na pós-produção.

Edição[editar]

A equipe de edição selecionando as coisas pra ver se acho algo que presta

Este processo é importantíssimo para o filme. Não é à toa que a edição também é chamada de garimpagem. Neste processo, o editor seleciona as cenas e as coloca em uma ordem. E é aqui que entra a "genialidade" dos produtores-editores. Picaretamente, o editor pode pegar cenas de filmes existentes e colocar dentro de seu filme. Para que criar uma cena bonita de explosão se o editor pode pegar a cena em um filme como Guerra nas Estrelas e inserir no filme? E ninguém vai perceber, afinal, explosão é tudo igual mesmo.

O editor pode usar cenas de documentários, caso o filme seja "filmado" na selva africana, ou no Ártico. Para fazer o filme parecer maior e com mais participação de figurantes, o editor pode usar cenas de festas e inserir entre os cortes. Quando não se tem dinheiro para viajar para Las Vegas para gravar um filme slasher de um assassino vestido com uma roupa de ficha de cassino, o editor pode trazer Las Vegas para o filme, usando cenas do CSI. É como diz o ditado, se o picareta não vai aos Estados Unidos, os Estados Unidos vêm até o picareta.

Um outro truque de edição para economizar rolos de filmes é a pausa de uma cena. Quando o cineasta faz a filmagem de um ambiente, em vez de gastar longos minutos filmando uma paisagem, pode filmar em poucos segundos. Depois, o editor transmite a cena no filme em câmera lenta. Este truque dá um efeito travelling no filme, e economiza uns 22 reais.

Com o auxílio de programas de edição, uma filmagem porca pode se tornar uma filmagem porca melhorada. Aquelas falhas de câmeras podem ser corrigidas com o Movie Maker. Além disso, o editor pode colocar umas mensagens subliminares na edição do filme, ou mesmo efeitos de stop-motion feitos no Paint e inseridos na edição através do "copy-paste". Usando técnicas de Youtube Poop, o editor pode deixar o filme bem psicodélico.

Ao fim da edição, o filme está pronto. O diretor analisa sua bugiganga e vê se ainda falta alguma coisa, e se tem algo que pode ser cortado. Normalmente, se o diretor for são e estiver sóbrio, todo o filme é cortado. Mas, caso o filme seja salvo, mais um belo filme de fantasia, horror ou ficção científica vira realidade, com pouca verba.

Divulgação[editar]

Após seguir todos os passos acima, será necessário ganhar dinheiro com seu filme. Para isso, precisamos divulgá-lo. Divulgar um filme não é fácil como parece. Precisamos de algumas coisas para que a campanha de marketing saia como o planejado:

  • Cartazes: Um bom cartaz não é aquele que mostra sobre o filme. O bom cartaz é aquele que chama a atenção e a curiosidade das pessoas, com coisas legais nele. Veja por exemplo o famoso filme O Homem Larva. No filme não tem nenhum homem larva, mas graças ao nome e à foto todo mundo se interessou. É um bom método, mas às vezes as pessoas podem acusar a produção de propaganda enganosa.
  • Nome chamativo: Assim como no item anterior, um bom nome pode trazer milhões ao cinema. De preferência com personagens famosos, que as pessoas gostem. Muita gente assistiu Freddy vs Jason, mas com certeza ninguém iria assistir José Oliveira Pinto vs Caetano da Silva Machado.
  • Atores homônimos ou com nomes ou pseudônimos parecidos com famosos: Muito simples. Ninguém veria um filme com José dos Santos, mas eu assistiria a um filme de terror com Brad Pitt Sampaio. Reparou no truque? Foi só diminuir a fonte que você achou que era um filme com o Brad Pitt. Essa tática é muito usada por lojas de móveis e por filmes antigos de Kung Fu.

O resultado para essa maravilha seria algo assim:

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Uma divulgação em voga hoje em dia é o marketing viral, seja na Internet ou na vida extra-virtual. Lógico que muitas vezes não é tão barato fazer um viral acontecer. Para um filme de horror, um viral baratinho e com sucesso 100% garantido, seria muito conveniente que um assassino da vida real causasse uma confusão no Shopping e, ao ser preso, dizer que foi por causa de seu filme. Só vai ter um problema neste caso. A não ser que o assassino seja um vidente, é difícil ele ter visto um filme que ainda está sendo feito.

Divulgando essa josta de filme

Outro tipo de divulgação é o boca a boca. Na internet, ele se torna dedo a dedo. Você mesmo pode fazer este tipo de divulgação. Entrar em todo tipo de fórum, fazer spam em enciclopédias wiki, postar no twitter e Facebook, enviando e-mails, mas sempre falando mal do filme. Quando se divulga algo, parece que as pessoas se interessam mais por porcarias do que por coisas realmente bem feitas. Quando você for divulgar, fale que o filme é uma ofensa à inteligência, que o diretor do filme (no caso, você mesmo) é um retardado mental necrófilo, que o roteiro do filme é nojento (para filmes de horror) ou idiota (para filmes de ficção científica), que os atores do filme foram torturados durante a produção e que quem assistir o filme vai se irritar profundamente. Por incrível que pareça, isto atrai bem mais gente do que se o pessoal falasse bem do filme. E quando o pessoal assistir o filme, não acusará os responsáveis por propaganda enganosa. Outra forma de divulgar seu filme é falar que o filme fala mal do Brasil. Dentro do país, ele será um sucesso. Como o povo brasileiro tem complexo de coitadinho, todos os revoltados vão querer conferir a película que fala mal de nosso adorado país.

Ver também[editar]


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