Deslivros:Eu tenho um sonho

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Por que na África não tem vidente? Porque preto não tem futuro.


Ahoy. Se você já completou o Ensino Médio ou teve um mínimo de educação decente (ou pelo menos prestou alguma atenção nas malditas chatices das aulas de História), muito provavelmente já ouviu falar de Martin Luther King, aquele pastor norte-americano que ficou famosinho ao final da década de 60, por ter carimbado um dos maiores textões de lacração do Twitter já discursados na história inteira. Assumindo que você já tenha lido o tal textão, todos sabemos que ele fala de um lindo mundo arco-íris onde todos os seres humanos se dão as mãos e vivem em paz, unicórnios saltitam aqui e ali nas colinas verdejantes repletas de flores, insetos e anões correndo pelados, e o Palmeiras finalmente conseguiu o maldito Mundial e acabou com as piadas já sem graça sobre essa merda que já enche o santo saco de todo mundo, literalmente todo mundo.

Bom, você já deve estar de saco cheio de ler mais de 5 linhas de um texto escrito por algum babaca aleatório (que não conseguiu dizer porra nenhuma, aliás) e deve(ria) estar se fazendo a seguinte pergunta: porque eu, o nobre leitor da Desciclopédia, tô perdendo meu tempo com essa bosta que nem tem um diálogo com o leitor/metalinguagem decente e ainda fica me enrolando? Por que eu não vou ler um artigo mais interessante? Não se apresse, caro usuário que bebe das fontes de sabedoria descíclopes. Existe tempo pra tudo, até mesmo para o conhecimento. A verdade é que este deslivro é mais um dentre milhares de outros da Desciclopédia que satirizam livros da vida real. Sim, descíclopes não têm um pingo de criatividade em seus neurônios e se baseiam em livros sérios para poderem cagar seu humorzinho barato, e, como este aqui não foge à regra, é claro que vamos aqui fazer alguma paródia mal-escrita de algo famoso e postar como se fosse humor quando na verdade é uma grande... bosta. Nem sei porque você ainda está lendo isso.

Mas, chega de enrolação, não? Nesta Semana da Consciência Negra de novembro de 2020, a Desciclopédia orgulhosamente apresenta o emocionante discurso Eu Tenho um Sonho, de Martinho Lutero Rei. Um verdadeiro poço de sabedoria, um texto de tolerância e respeito aos direitos humanos, uma fonte de sensatez, um recanto de respeito ao próximo, uma linda obra de arte, um gol do Ronaldinho Gaúcho, uma revelação de esperança, um insight de uma grande mente, um cérebro em ação, em resumo, uma declaração de igualdade... só que na versão da Ku Klux Klan!

O discurso em si[editar]

No dia 28 de agosto de 1963, do tempo que minha vó jogava bola no campinho de terra, o ativista Martin Luther King proferiu o mais famoso discurso da história da Obesolândia. Maravilhados e emocionados com o alcance daquele discurso, uma certa ONG pacifista resolveu fazer sua própria versão do discurso. Veja a tradução, na íntegra:

Estou feliz por estar hoje com vocês num evento que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nosso país.

Há duzentos anos, um grande americano, cuja alma já se encontra nas profundezas do inferno provavelmente estuprado por Lúcifer até aos dias de hoje, recebeu de Deus a santíssima missão de dar alguma utilidade para a raça mais inferior e desprezível da casa humana: a negra. Este decreto fundamental tem sido um grande raio de luz para a penca de vagabundos preguiçosos trazidos da África em navios de primeira classe através do Atlântico: finalmente eles iriam trabalhar em prol da humanidade (e por humanidade, leia-se: brancos). Isso veio como uma feliz aurora para por fim à grande noite de vadiagem e decadência da raça negra.

Contudo, duzentos anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda tem liberdade como se fosse um ser humano. Cem anos mais tarde, a sociedade ainda não está livre desta doença e babacas insistem em tratar o negro como seu animalzinho de estimação, tentam deslocá-lo de seu hábitat natural: a senzala.

Duzentos anos mais tarde, o negro ainda vive um sonho ilusório de que possa se integrar à nossa pura raça superior, neste vasto oceano de prosperidade material. Duzentos anos mais tarde, o negro tenta sujar com sua cor as águas de nossos puros rios. Por esta razão, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar esta terrível condição.

De certo modo, viemos à capital de nosso país para descontar um cheque. Quando os malditos esquerdistas escreveram as palavras daquela bosta de Constituição e a Declaração de Independência, o efeito da cocaína ainda pesava em seus cérebros diminutos e acabaram escrevendo uma nota da qual é a culpa de que todo americano toma no seu cu a cada dia. Esta nota foi uma esmola simbólica de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis à "vida, liberdade e à procura da felicidade". Apenas os homens, é claro.

É óbvio que a América de hoje não pagou (e nem vai pagar) esta esmola aos que sonham em ser seres humanos de verdade. Em vez disso, a escravidão será retomada e em breve todos os negros estarão fazendo algo de útil com suas vidas: trabalhar até morrerem. A América entregará à raça negra um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: "Vão se foder, macacos."

Recusamo-nos a acreditar que os bancos ainda não financiaram praças de execução pública de negros (e fornos crematórios, esta teria sido a maior diversão). Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente para construirmos campos de concentração para negros em solo americano. Quem nunca sonhou com um "Negrocausto" na América? Então viemos para receber estas verbas, verbas que nos darão vista às riquezas da limpeza racial e da pureza étnica.

Viemos a este lugar sagrado para lembrar a América da clara urgência do agora. Se bem que procrastinação não tem hora e quem quiser vagabundear, pode vagabundear a qualquer hora. O homem branco tem direito à preguiça, mas não exerce esse direito, porque o negro roubou toda a preguiça para si. Agora é tempo de tornar reais as grandes promessas de Charles Darwin: a sobrevivência do mais adaptado.

Agora é hora de sair do grande vale de "democracia racial" e chupação de picas negras para o caminho iluminado da justiça racial, e nesta justiça racial o negro está condenado, por ser negro. Agora é hora de retirarmos nossa nação destas areias movediças de ações afirmativas para a sólida rocha do poder branco. Agora é hora de invocar todos os duzentos milhões de anjos do inferno para trucidar todos os pretos da face da Terra e salvar todos os filhos de Deus. E as filhas também.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento, veja o Brasil, por exemplo. Este verão sufocante de contaminação de negros na sociedade não passará até que chegue o segundo Hitler trazendo o outono repleto de cinzas de corpos negros. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, é um começo. O começo do fim para os negros, óbvio.

Não haverá descanso nem tranquilidade para a América até o negro adquirir suas correntes e seu lugar na senzala (ou em Auschwitz). Os turbilhões da revolta dos brancos continuarão a sacudir os alicerces de nosso país até que o sol aqueça por completo os frios corpos ensanguentados dos ativistas negros.

Há algo, porém, que que devo dizer a todos os brancos: os nossos inimigos são vitimistas profissionais e gostam de acusar quem discorda de suas quebradeiras. Dizem que somos "racistas". Sim, somos racistas, defendemos a compra de ração de gato para suster todas as populações negras e redirecionar a produção de alimentos para a população branca. Por isso eu digo: não devemos nos rebaixar ao nível deles. Quando um George Floyd da vida morre, os negros começam a quebrar comércios e fazer baderna sob o lema "Black Lives Matter" (e o resto do mundo apoia como se fosse algo lindo pra caralho). Nós seres humanos, não. Nossos protestos são repletos de intelectuais e todos são pacifistas. Defendemos a execução do negro em praça pública? Sim, nos Estados Unidos há a pena de morte por crimes hediondos. E ser negro é um crime hediondo.

Cquote1.svg Perceba como não há nenhum negro de bosta neste movimento, até porque todos eles cagam nas calças quando vêem um branco de capuz branco na rua mesmo. Cquote2.svg

Esta nova militância que os filhos da puta inventaram deve ser sufocada e exterminada a todo custo. Todos os negros são degenerados mentalmente. Perceba como não há nenhum negro de bosta neste movimento, até porque todos eles cagam nas calças quando vêem um branco de capuz branco na rua mesmo. Os negros estão conscientes que em breve sua raça será reduzida completamente à ignomínia e ao desespero. Os brancos devem cumprir sua missão concedida por Deus. Não devemos retroceder.

Sempre nos perguntamos: quando é que os esquerdistas ficarão satisfeitos? Não ficarão satisfeitos até que roubem todas as nossas propriedades. Não ficarão satisfeitos até que estuprem todas as mulheres, meninas e senhoras brancas e roubem toda sua inocência. Não ficarão satisfeitos até que transformem Nova York em um segundo Rio de Janeiro. Não ficarão satisfeitos enquanto não tiverem cotas nas universidades e roubarem as vagas do ProUni dos brancos. Não ficarão satisfeitos até que possam cometer o sacrilégio de poderem andar no mesmo ônibus com um branco. Não ficarão satisfeitos até que a Globo lamba o saco deles mais uma vez. Não, não, eles não ficarão satisfeitos até que pintem os Estados Unidos da cor deles, da cor de uma perfeita bosta. Literalmente.

Eu sei muito bem que todos vocês aqui já torturaram um negro em algum momento de suas vidas. Alguns de vocês acabaram de sair do presídio onde cumpriam pena por terem estuprado umas negras. Alguns de vocês foram roubados por gangues de negros. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor. Voltem para o Mississípi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Louisiana, voltem para o Rio de Janeiro, voltem para as favelas e guetos de nossas cidades, sabendo que de alguma forma, esta situação desoladora pode e mudará algum dia. Não entraremos no vale do desespero.

Digo-lhes hoje, meus amores, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente encravado como uma estaca no coração de um negro.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "preto só presta pra cortar cana e moer farinha".

Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras encharcadas de sangue negro da Geórgia, todas as criancinhas brancas e puras se unirão em uma fraternidade indescritível, colocarão suas mãozinhas em volta do pescoço de uma criança negra e arrancarão suas tripas para servirem fritas à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia o estado do Mississípi continuará sua política exemplar de apartheid, repleto de calor de nossos irmãos brancos, sufocará o movimento negro como insetos debaixo da bota de um nazista.

Eu tenho um sonho que um dia todos os quatro filhos negros do Martin Luther King sejam vendidos, por 1 dólar cada, para um senhor de engenho do Caribe.

Eu tenho um sonho que o estado do Alabama receba verbas federais para construir campos de concentração e trabalhos forçados para negros. Se eles querem tanto assim ir a lugares onde brancos poderiam frequentar, que visitem campos de concentração.

Eu tenho um sonho que um dia "todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas; os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão conjuntamente". Nesse dia, os negros não verão essa glória, porque seus olhos foram furados no engenho de açúcar para que não fugissem.

Essa é a nossa esperança. Essa é a fé com a qual eu regresso ao Sul. Com essa fé nós poderemos esculpir na montanha do desespero uma pedra de esperança. Com essa fé poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso país em uma linda sinfonia de fraternidade.

Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, fazer massacres em escolas de negros juntos, ser presos juntos, defender a morte de todos os negros juntos, sabendo que um dia haveremos de ser livres. Esse será o dia, esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar um novo significado:

Meu país é só meu, doce terra dos brancos, de ti eu canto.

Terra de onde morreram milhões de negros imundos, terra de orgulho da causa neonazista, que de cada lado das montanhas ecoa o som dos gritos das negras vagabundas desfilhadas!

E que a liberdade ressoe das poderosas armas de policiais brancos de New Hampshire.

Que a liberdade ressoe das poderosas granadas jogadas em manifestantes de New York.

Que a liberdade ressoe das altas forcas e presídios da Pensilvânia.

Que a liberdade ressoe da ponta dos telhados manchados de sangue das casas do Colorado.

Que a liberdade ressoe das estradas curvas, repletas de caminhões cheios de corpos de ativistas, na Califórnia.

Não só isso como também que a liberdade ressoe das fazendas do sul, cheias de escravos.

Que a liberdade ressoe de cada clube neonazista do Missisípi. Que de cada rua do país a liberdade ressoe.

E, quando isso acontecer, quando permitiremos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, arianos, brancos e católicos, pegarão suas AK-47 e massacrarão cada negro do mundo, entoando a seguinte canção:

"Finalmente livres! Finalmente livres!

Graças a Alá Todo-Poderoso, somos livres da praga, finalmente."

Autor desconhecido