Himiko

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Himiko, também chamada de Pimiko em alguns registros indecisos, é uma controversa figura notória da história japonesa. É retratada por alguns estudiosos como a primeira imperatriz do Japão e por outros como uma reles xamã.

Identidade[editar]

Himiko preparando a oferenda para deixar na encruzilhada.

Apontada por muitos como a primeira mulher governante do território nipônico, há quem diga que ela foi a mesma pessoa que Jingo Kogo, consorte do imperador Chuai. Outros dizem que era tia do imperador Sujin e atuava como sacerdotisa. Como não existem registros históricos oficiais de sua existência, o mais provável é que seja apenas uma personagem folclórica da mitologia japonesa. Seja como for, a verdade é que na realidade ninguém se importa e não faz a mínima diferença saber quem ela foi de fato.

Referências chinesas[editar]

Os primeiros registros de Himiko não são japoneses, e sim chineses, o que já é suficientemente questionável se for levada em consideração a péssima qualidade de tudo que é produzido na China.

Segundo esta versão chinesa, Himiko teria sido uma poderosa feiticeira que fez uma mandinga para seduzir o imperador Cao Pi, marido da gostosa Zhen Ji. Para que a esposa não descobrisse o caso extraconjugal, ele presenteou sua amante com uma região chamada Yamatai, o que seria o Japão atual, e assim Himiko automaticamente virou a rainha soberana do local e nunca mais pisou na China.

Referências japonesas[editar]

Rainha Himiko dando uma de Mona Lisa.

Os japoneses não gostaram nada da história inventada relatada pelos chineses, e trataram de modificar tudo para não perderem o protagonismo. Na versão japa, Himiko foi uma profetisa que realizava danças ritualísticas para propagar suas mensagens esquizofrênicas.

Após décadas sendo governado por reis violentos, o povo de Yamatai decidiu se rebelar contra a monarquia e colocar uma mulher no poder para trazer paz ao país. A escolhida para o cargo foi Himiko porque ninguém teria coragem de iniciar uma guerra contra ela, já que era famosa por seus poderes ocultos e todo mundo se cagava de medo.

Referências coreanas[editar]

Pois é, até mesmo a Coreia quis tirar uma casquinha e deu um jeito de incluir Himiko em seus registros históricos. De acordo com os coreanos, quando seu país era dividido em três reinos (Coreia do Sul, Coreia do Norte e Coreia do Centro), a rainha de Yamatai enviou um diplomata para estabelecer relações sexuais internacionais com o rei Adalla de Silla.

Influência cultural[editar]

No jogo Tomb Raider (2013), enfiaram Himiko como vilã, disputando o posto de rainha de Yamatai com Lara Croft.

Ela também é mencionada no tokusatsu Kamen Rider Ghost, mas até os figurantes tiveram uma participação maior.

Morte[editar]

Himiko era invejosa e não permitia que nenhuma outra mulher rivalizasse com sua importância. Tinha cerca de mil escravas do sexo feminino e escolheu em seu leito de morte cem delas para cometerem seppuku e serem enterradas junto com ela. Foi sepultada em um luxuoso túmulo cheio de joias e outras bugigangas, que muitos historiadores já quiseram arrombar para pesquisar melhor sobre sua origem, mas a atual família imperial japonesa não permite.