Martin Brundle

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O tal único momento pelo qual Brundle é recordado.

Martin Brundle é o Luciano Burti da Inglaterra, ou seja, um piloto medíocre pra ruim, desses que as pessoas dizem que foi bom só por educação mesmo. Quando alguém precisa falar de Brundle, precisam abrir um baú velho e recordar de uma corrida de F3 de 1983, e nem pra ganhar, ele ainda perdeu pro Ayrton Senna (aliás, perder pro Senna era rotina dele). Um piloto sobretudo ruim, não a toa nunca conseguia se firmar em qualquer equipe, tendo corrida por umas 10.

Como piloto se caracterizava por seu estilo nada agressivo e uma tática bem peculiar mas relativamente útil de correr pouco e lento para quebrar o carro menos possível e assim marcar chorados pontos ao ficar em sexto ou quinto, definitivamente suas duas posições prediletas. Isso explica porque jamais venceu uma corridinha sequer em toda sua carreira, algo que até o Rubinho Barrichello já conseguiu, o que rende a Brundle o recorde praticamente inalcançável de piloto com maior número de provas sem pole, melhor volta ou vitória, com 165 corridas sem nunca ter feito algo de útil. Outra característica muito marcante do piloto é a capacidade de bater em treinos, ter fraturas e contusões em geral, mas conseguir voltar para a corrida mesmo assim (e como comentarista esportivo ele tem uma variante similar, que é sofrer ataque cardíaco antes de alguma entrevista, mas conseguir se recuperar e fazer a entrevista mesmo assim).

Carreira no automobilismo[editar]

Tyrrell[editar]

Nas categorias de base o Martin Brundle era aquele piloto aleatório bem merda que ficava sendo derrotado pelo Ayrton Senna. Então em 1984 enquanto o brasileiro ia estrear na Toletão, Brundle estreou na Formula 1 na decadente Tyrrell, equipe que já havia sido algo mas que na época estava só a decadência e procurava um piloto que já fosse acostumado com derrotas, para não gerar nenhum clima ruim na equipe, então Brundle foi o nome certo. Embora a ideia fosse conquistar várias derrotas, Brundle conquistou surpreendentes resultados (não foram exatamente vitórias, mas vários quintos e sextos lugares - lembre-se, são as duas posições favoritas desse piloto). Logo a FIA viu que tinha algo de errado, que não era possível um piloto tão ruim ir tão bem em sua estreia, e anulou todos pontos de Brundle, que desestabilizado emocionalmente, bateu no GP de Dallas onde fraturou dois pés e dois tornozelos. Só o primeiro ano cagado dentre muitos anos cheios de cagadas.

Em 1985 e 1986 ,anteve-se na Tyrrell, bem acomodado à rotina de ficar em último, quebrar e ajudar a Tyrrell a ficar cada vez mais decadente e rumo à falência certa. Não marcou nem um mísero ponto.

Zakspeed[editar]

Cansado de só perder na mesma equipe, decidiu perder numa equipe nova, e esta foi a Zakspeed, para onde Brundle se mudou em 1987, usando um carro que parecia saído das últimas posições da Formula Indy, e na F1 clarp ficou só em último também. Até fez ainda 2 pontos na cagada (lembre-se, ele adora ficar num quinto lugar - o que rendia 2 pontos na época). Tudo enquanto a Tyrrell pontuou em quatro corridas, provando que o problema deles era mesmo o Brundle.

24 Horas de Le Mans[editar]

Em 1988, devido à sua ruindade, ninguém o quis contratar na Formula 1, então sobrou apenas a opção de correr na Jaguar na 24 Horas de Le Mans, que é aquela corrida repleta de pilotos idosos e outros pilotos ruins em geral que não tem categoria melhor para se dedicar. Neste ano na Formula 1 competiu só uma vez, usando a Williams de Nigel Mansell, que estava com diarreia seborreica, e Brundle não conseguiu seu objetivo de ficar em quinto ou sexto lugar ficando só em sétimo.

Brabham[editar]

Tornou-se então um piloto da Brabham, um carro bem porcaria que não ganhava nada mas que também não era tão insignificante, o protótipo ideal para o estilo de Brundle que assim pode conquistar mais um monte de quintas e sextas posições. As vezes Brundle tinha recaídas e se sentia deprimido, querendo ganhar, então toda hora voltava para a sua Jaguar na 24 de Le Mans, mas ao vencer fácil essas competições logo sentia falta das dificuldades da Formula 1 onde jamais vencera.

Benetton[editar]

Com a aposentadoria de Nelson Piquet, abriu-se vaga na Benetton da Camel em 1992, e Martin Brundle foi o responsável pela decadência da equipe que vinha bem, sendo ele superado por um moleque novato chamado Michael Schumacher. Foi no final deste ano de 1992 que Brundle sofreu a maior humilhação da carreira, quando foi demitido para ser substituído por Riccardo Patrese, consagradamente o pior piloto do grid da época, sob a alegação de que o Patrese pelo menos ficava bastante em segundo, e que o estilo de Brundle de só ficar em quinto não era o que a Benneton procurava.

Ligier[editar]

Sem ter para onde ir, sobrou só a Ligier para Brundle em 1993, uma equipe bem merda, Brundle manteria sua estratégia de correr sem extravagâncias, apostando na quebra dos outros para as vezes beliscar um quinto ou sexto lugar. Desse jeito marcou 13 pontos na temporada sem realizar uma ultrapassagem sequer, só esperando os adversários da frente baterem ou morrerem.

McLaren[editar]

A grande chance da carreira de Brundle foi quando ele pegou a McLaren de 1994 para substituir justamente o seu rival Ayrton Senna. Mas após 10 anos acostumado apenas a correr em carros feitos de sucata e fazer corridinhas burocráticas atrás de míseros pontinhos, não se adaptou ao veloz carro da McLaren e estava toda hora batendo com ele, terminando o mundial de 1994 num decepcionante sétimo lugar.

Ligier de novo[editar]

Nigel Mansell venceu a última corrida de 1994e foi contratado pela McLaren, que estava se apequenando com Brundle que recebeu o famoso e educado "até logo, obrigado pelos seus serviços" ao ser demitido pela quarta vez em sua carreira. Lá estava ele na Ligier de novo,pelo visto a equipe era um lixão de pilotos semi-aposentados. Não bastasse tanta humilhação, ainda teve que dividir o carro com o pior piloto de todos os tempos, o japonês naturalizado acriano Aguri Suzuki.

Jordan[editar]

A fase estava tão ruim que nem mais a Ligier queria o Brundle, sobrou encerrar a carreira numa equipe novata cujos carros seriam o precursor do Nintendo Labo, a Jordan com seu carro totalmente feito em papelão prensado, estrutura que ficou bem visível logo na primeira corrida quando Brundle capotou e seu carro de papelão virou farelo. No restante da temporada, manteve seu padrão de sempre, só ficava em sexto. Com o fim da temporada e a não renovação com a Jordan, até foi se ofertado uma vaga na Sauber para 1997, equipe que estava bem interessada em conquistar uns sextos lugares, mas naquela altura já eram mais de uma década de humilhações e derrotas, Brundle decidiu parar, ainda bem.

Carreira como comentarista[editar]

Cquote1.png Fred Nasr Cquote2.png
Mark Brundle sobre Felipe Nasr numa típica transmissão de corrida
Cquote1.png Um pneu desgastado é como uma moeda de 50 centavos Cquote2.png
Martin Brundle tentando explicar o desgaste de pneus
Cquote1.png Olá, será que você poderia dar uma palavrinha? Cquote2.png
Martin Brundle sendo totalmente ignorado pelos pilotos antes da largada

Como se sabe, a grande regra para ser comentarista esportivo nesse mundo é ter sido antes um atleta medíocre e frustrado durante a carreira (vide Caio Ribeiro), ou árbitro safado bandido no caso dos comentaristas de arbitragem. A mesma regra vale para comentaristas de Formula 1 (vide Luciano Burti). Como o sotaque italiano do fracassado Riccardo Patrese era considerado péssimo para ele ser um comentarista, a Globo da Inglaterra teve que optar mesmo por Martin Brundle, que assumiu a profissão de comentarista esportivo, tornando-se bem popular.

Como bom comentarista de corrida, fala nada com nada, e quando fala algo certo são coisas óbvias que nem precisavam ser ditas. Todavia, tornou-se famoso nas transmissões que ajuda fazer na Inglaterra, e hoje tem mais sucesso como comentarista do que teve como piloto.

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Pilotos da Fórmula 1