Polaris (conto)

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Poser filho da mãe sobre literatura.

Polaris é um dos contos do escritor trevoso Howard Phillips Lovecraft, conhecido por suas obras (em sua maioria contos que você lê em menos de 5 minutos) focadas em cultos a demônios alienígenas grotescos, viagens interdimensionais a universos paralelos durante o sono e histórias góticas aleatórias que parecem o retrato de um cenário de RPG (denominadas respectivamente de Ciclo de Cthulhu, Ciclo dos Sonhos e Ciclo de Porra Nenhuma). Polaris é em geral tida como pertencente ao Ciclo dos Sonhos, e assim como todas as histórias dessa linha, é focada nos relatos de algum indivíduo qualquer sobre suas constantes viagens a um mundo mágico e colorido que só pode ser visitado durante os sonhos.

História[editar]

Provável representação da tal cidade dos sonhos do narrador. O fato dela situar-se na Islândia, tendo em vista a relação entre o Ciclo dos Sonhos e os Mitos, levanta a hipótese de que o tão temido Kraken era na verdade o próprio Cthulhu.

A história já começa com aquela deliciosa encheção de linguiça que todo leitor de horror, fantasia e ficção científica adora, na qual um zé-ninguém sem qualquer carisma fala pejorativamente sobre a estrela Polaris, da qual ele não gostava por conta da existência da personagem Hilda de Polaris, que ele detestava por automaticamente remetê-lo ao termo "filler". Após um parágrafo gigantesco de nada com nada, cheio de menções a constelações variadas, o narrador finalmente para de enrolar e passa a relatar as suas experiências cósmicas. Provavelmente Lovecraft tinha acabado de ler um livro de Astronomia, e aproveitou a oportunidade só para exibir seu conhecimento recém-adquirido para qualquer noob que por ventura viesse a ler seu conto.

Em um surto de nostalgia, o narrador relembra de quando se encheu de pinga, e pra lá de Bagdá, teria pela primeira vez visitado uma cidade sem nome perdida em uma realidade além do mundinho medíocre e sem-graça que ele habitava. A tal cidade não tem seu nome citado, mas é bem provável que se trate de alguma cidade qualquer com nome impronunciável da Islândia. A cidade em questão se situava em uma estranha planície em uma depressão entre dois picos, ou seja, um fiorde, o que só reforça a tese de que se situava na Islândia. Ainda de acordo com o narrador, as ruas da cidade eram enfeitadas com estátuas de velhos barbudos e seus habitantes falavam um idioma incompreensível para qualquer ser humano normal. Logo, podemos assumir que definitivamente a tal da cidade ficava na Islândia, o que nos leva a crer que os islandeses tinham algum tipo de relação com demônios cósmicos grotescos e cheios de tentáculos.

Após ter se recuperado da ressaca, o narrador volta a si, e se vê em um casebre de tijolos abandonado, caindo aos pedaços, cheio de teias de aranha no teto, rodeado por um pântano fétido com cheiro de metano, próximo a um cemitério cujo odor dos defuntos empesteava tudo em dias de chuva e de sobra localizado numa vizinhança barulhenta cheia de funkeiros. Vendo que sua vida era medíocre comparada a vida na Islândia, o narrador tenta desesperadamente voltar para a cidade de seus sonhos e se empantufa de cachaça até entrar em coma alcoólico para novamente viajar até ela.

O narrador tendo em primeira mão o vislumbre da Estrela Polar.

Então, mais uma vez o narrador viaja até aquela cidade, e dessa vez não se vê mais apenas como um observador, e sim como um legítimo islandês morador da cidade. Nessa mesma noite, durante seu sonho, o narrador recebe de um amigo seu a notícia de que a Islândia estava sob ataque de uma grande legião de Testemunhas de Jeová profetizando o apocalipse (referidos pelo narrador como "Inutos"). Essas figuras grotescas estavam ali com um único objetivo: saquear as cidades islandesas e livrar aquela terra do paganismo. Dessa forma, a cidade se prepara para combater os terríveis inimigos com toda a sua artilharia pesada.

O narrador se oferece para ir para ao campo de batalha e enfrentar os odiosos adversários, porém, como não passava de um nerd desocupado vicindo em Tíbia e Magic: The Gathering, ele não passaria de um peso-morto. Mesmo sabendo que era um inútil e que provavelmente seria o primeiro a ser morto na batalha contra os Testemunhas de Jeová, o narrador encheu tanto o saco de seu amigo, que era comandante das tropas da cidade, que ele decidiu lhe designar uma função para ele parar de lhe torrar a paciência.

A função do narrador era simples: ficar de vigia em cima de uma torre e avisar quando os Testemunhas de Jeová alcançassem a cidade. Porém, nem para isso o imbecil serviu, e acabou dormindo em serviço, caindo no sono nos primeiros 5 minutos de trabalho. Para justificar sua incompetência, o narrador colocou a culpa na estrela Polaris, dizendo que ela não era uma estrela, e sim o próprio Satã lhe submetendo a tentação do sono. Ao dormir na torre da cidade sem nome, o narrador desperta de seu sonho na vida real, e novamente se vê na pocilga em que morava. Entretanto, mesmo não tendo morrido devido, ele acabou perdendo uns parafusos devido ao consumo excessivo álcool, e agora estava convencido de que sua vida real era na Islândia e não naquela espelunca.

Elementos da história[editar]

Lomar[editar]

Entrada por mar de Olathoë. A bela arquitetura do lugar foi inspirada diretamente no Colosso de Rhodes de God of War.

"Lomar" foi o nome alternativo que o narrador deu para a Islândia, uma terra onírica situada entre duas montanhas e tomada por vikings e elfos. Além do que foi descrito no conto, não se sabe muita coisa sobre essa nação, só que é uma nação pagã composta basicamente por vikings, nerds e mauricinhos esnobes refugiados de outras regiões da Escandinávia (referida como "Zobna"). Lomar também é referenciada em outras histórias de Lovecraft que ninguém leu, geralmente naquelas em que ele faz alguma parceria com algum escritor desconhecido e sem qualquer renome.

Olathoë[editar]

Olathoë é a cidade sem nome (que agora tem um nome) frequentemente visitada pelo narrador em sonhos quando ele enche a cara no boteco. De acordo com o narrador, as construções da cidade são completamente primitivas, feitas de mármore e projetadas pelo mesmo arquiteto do Taj Mahal. Foi fundada por Freddy Krueger em algum período da Antiguidade, e possui várias estátuas de Olaf, uma divindade local adorada pelos vikings e nerds que habitam o lugar. Provavelmente se trata na verdade de Reykjavík.

Planalto de Sarkia[editar]

Planalto de Sarkia é uma localização misteriosa que é citada várias vezes na história como forma de encher linguiça e aumentar o número de palavras no conto. Nada se sabe sobre esse planalto, mas por se tratar da Islândia, provavelmente deve ser composto de uma pilha de areia, rocha vulcânica e algumas gramíneas de aspecto decadente. O único bicho que habita esse local é o lendário cavalo-islandês, uma criatura mítica presente no panteão do país.

Torre de Vigia de Taphnen[editar]

Um turista gringo perplexo pela beleza radiante da Torre de Vigia de Taphnen.

A Torre de Vigia de Taphnen é o principal ponto turístico de Olathoë. Símbolo da cultura local, foi projetada por Oscar Niemeyer com o auxílio de pergaminhos deixados por Sun Tzu, um famoso mestre estrategista do Oriente. Além de servir como grande fonte de divisas para a cidade, ela também é o principal trunfo dos olathoënses nas guerras travadas contra demônios, canibais e cobradores, já que possibilita que qualquer um que se aproxime da cidade seja visto a mais de 3 km de distância. A bela vista da paisagem proporcionada pela construção também faz dela um ótimo local de descanso para mendigos e vagabundos fugindo do serviço em geral.

Picos Noton e Kadiphonek[editar]

Os dois picos que enfeitam os arredores de Olathoë são o principal ponto de referência para quem quer encontrar a cidade, sobretudo depois que você ler esse conto, já que o narrador cita essas desgraças no mínimo uma vez por parágrafo. Não se sabe muito sobre a geologia do lugar, mas acredita-se que sejam formados por diversas cavernas, as quais servem como moradia para elfos, alienígenas e mutantes canibais. As regiões mais próximas ao topo também abrigam inúmeros ninhos de pterodáctilos.

Manuscritos Pnakóticos[editar]

Os Manuscritos Pnakóticos nada mais são do que raros suplementos de Dungeon & Dragons onde está contido todo o conhecimento de Olathoë e de Lomar. Neles estão reunidos informações importantes de todas as raças humanoides da Islândia, dungeons onde podem ser encontrados tesouros valiosos e detalhes sobre o bestiário local (incluindo ganso-patola, raposa-do-ártico e borboleta-pavão).

Personagens[editar]

Narrador[editar]

Um olathoënse em uma épica e sangrenta batalha contra um Testemunha de Jeová em sua escabrosa forma final.

O narrador é uma figura obscura e misteriosa, e a única coisa que se sabe sobre ele é que é um alcoólatra que literalmente viaja até uma terra fantástica durante seus momentos de ressaca, onde costuma ver a si mesmo no sonho como um nerdão de mais de 40 anos. Possivelmente a quantidade de álcool que ele ingeriu já passou todos os limites suportados pelo corpo-humano, e passou a afetar seu sistema nervoso, a ponto de ele não saber mais diferenciar realidade de ficção. Prova disso é que no final da história ele se convenceu de que toda aquela fantasia onírica que ele tinha quando estava em ressaca era na verdade o mundo real, e o mundo real era na verdade um sonho. Nada se sabe sobre o paradeiro do narrador atualmente - mas é bem provável que ele tenha sido levado pelos seus vizinhos funkeiros até os AA, ou mais provável um manicômio.

Alos[editar]

Alos é um viking aleatório que comanda as tropas de Olathoë, já que naquela cidadezinha miserável ou você ingressa na carreira militar, ou vira um RPGista. Alos também é o único personagem cujo nome é citado na história, mas isso não faz dele uma figura necessariamente significante. Pelo contrário, esse personagem é aquele tipo de figurante mais decadente de um enredo de ficção - pois é figurante de uma história onde nem mesmo o protagonista tem nome. Ou seja, se o narrador é um nada, Alos é muito pior que um nada. Não se sabe o que aconteceu com Alos, mas na pior as hipóteses, ele encontra-se a sete palmos embaixo da terra (não que isso faça qualquer diferença).

Inutos[editar]

Os Inutos nada mais são do que fanáticos religiosos, cujo único objetivo é banir o paganismo do mundo e converter os vikings para sua doutrina, o que faz deles os principais inimigos dos olathoënses. Ninguém sabe ao certo como eles conseguiram estender parte de seu domínio até a Islândia. A hipótese mais provável é que tal feito deve-se ao fato de eles baterem nas porta de seus alvos consecutivas vezes, dia e noite, até que as vítimas se cansem e finalmente se rendam, aceitando a conversão só para que eles parem de encher o saco. Os Inutos são na verdade inuítes convertidos, uma tribo de esquimós que acabou abraçando os ideais dos Testemunhas de Jeová após saírem de um banho quente e caírem na água congelada, se esquecendo sua real origem devido ao choque térmico.

Gnophkehs[editar]

Nada se sabe sobre essas estranhas figuras, sendo que eles foram citados apenas em um parágrafo e referidos como "canibais". Há uma grande possibilidade de estas pessoas serem na verdade parentes distantes dos mutantes deformados que aparecem no filme Viagem Maldita. Possivelmente adquiriram gosto por carne humana após reproduzir em casa as receitas do Manual do Chefe Hannibal Lecter, que pode ser encontrado facilmente na Deep web a um preço acessível.

Ver também[editar]