Princess Maker

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Princesa Maquiada
Princess maker cover.jpg
Capa do mais recente lançamento
Gênero simulação social
Desenvolvedor Gainax
Publicador Gainax
Plataforma de origem MSX2
Primeiro lançamento Princess Maker 1 (1991)
Último lançamento Princess Maker 5 (2007)

Princess Maker é uma das franquias de jogos mais ridículas já criadas. Embora tenha sido desenvolvido inicialmente para garotas, fez mais sucesso com o público masculino, já que possui eventuais cenas de nudez feminina. Curiosamente, a empresa responsável pela série é a Gainax, conhecida por sua produção não de videogame, mas sim de anime. Na época, o estúdio ainda não havia se consagrado com o sucesso de Evangelion, que ainda nem existia, por isso tinha que fazer essas porcarias também.

O objetivo dos jogos é bem simples: o jogador cria e personaliza uma princesa e depois precisa tomar conta dela, como se fosse uma espécie de bichinho virtual à la tamagochi.

Jogos[editar]

Princess Maker 1[editar]

Um reino desconhecido é atacado por um exército de demônios, matando o rei e deixando sua filhinha Maria órfã. Ainda vivo, o monarca faz um apelo ao herói que salva a pátria expulsando a capirotada, fazendo-lhe prometer que irá cuidar da princesa como se fosse sua própria filha. Sabe quem é o herói? Você! Isso mesmo, sua missão agora é brincar de casinha com Maria, uma pirralha de 10 anos de idade, até que ela complete 18 e já tenha condições de se virar sozinha e por conta própria.

Conforme mencionado anteriormente, Princess Maker foi lançado para o público feminino, então um dos pontos altos do jogo inicial é a grande variedade de roupinhas disponíveis para vestir Maria, com quatro conjuntos diferentes adequados para cada estação do ano. À medida que ela vai crescendo, o figurino também é adaptado para fazer jus a sua faixa etária, o que aumenta mais ainda as opções de vestuário. Após vesti-la a caráter, o jogador precisa levá-la para conhecer a cidade, afinal de contas, ela é a princesa.

Ao longo do jogo, Maria precisa cumprir várias missões com sua ajuda, como participar de festivais temáticos e ser eleita a moça mais bela do reino. De acordo com o desempenho, ela será influenciada e poderá ter um futuro promissor ou medíocre, que afetará seu destino final. Ou seja, ela pode tornar-se tanto uma rainha bem sucedida como também uma mendiga que precisa se prostituir para não morrer de fome. Há também finais intermediários, nem tão gloriosos, mas também não tão podres.

Princess Maker 2[editar]

Screenshot da tela de criação da personagem, note os gráficos altamente realistas.

De forma muito similar ao jogo anterior, neste aqui o herói (ou seja, você) também salva um reino de uma invasão demoníaca. Como forma de agradecimento, o rei o contrata como seu fiel escudeiro particular, garantindo-lhe um salário de um milhão de reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro, que aparentemente o jogador gasta involuntariamente com DORGAS, já que começa a sofrer alucinações à noite e acredita estar sendo chamado por Deus.

De repente, surge uma garotinha chamada Melody flutuando do nada, que é para ser uma recompensa celestial por ter livrado a Terra dos demônios, e a forma como ela será cuidada influenciará em todo o destino da humanidade. Logo, se você falhar na criação da menina o mundo inteiro será engolido pelas trevas como forma de punição divina pela sua incompetência.

Este foi o único jogo da franquia lançado oficialmente no ocidente. Como a empreitada foi um verdadeiro fracasso, todos os demais ficaram restritos somente à Ásia, com algumas versões pirateadas traduzidas por fãs e distribuídas clandestinamente. A jogabilidade é praticamente um repeteco de seu antecessor, mas o figurino de Melody não é tão variado quanto o de Maria. Em compensação, como recebe um salário do rei, o jogador pode dar uma mesada à "filha", o que facilita e ajuda um pouco em sua independência.

Princess Maker 3[editar]

Também conhecido pelo nome Fairy Tales Come True, este jogo apresenta algumas inovações em relação aos anteriores, como a possibilidade de o jogador criar uma personalidade virtual para si mesmo, que não será transformada em personagem gráfico, mas influenciará diretamente também nas escolhas. Explicando melhor, antes que o jogo de fato comece, você precisa escolher uma profissão (fictícia, é claro, pois todo mundo sabe que na vida real você é apenas mais um vagabundo ocupando espaço no mundo). Mas nem adianta se animar muito, pois há somente seis opções de carreiras disponíveis, que vão desde cavaleiro aposentado até sacerdote viajante.

Quando o jogo enfim começa, surge uma fada explicando que sua filha Lisa está muito infeliz, pois seu maior sonho é tornar-se uma princesa humana. Como não existe a possibilidade de rejeitar a missão, caso contrário nem faria o menor sentido jogar, você torna-se o novo responsável pela fadinha, e seu objetivo é criá-la até virar adulta. Dentre as obrigações de Lisa, estão frequentar regularmente a escola, fazer aulas de balé clássico e ir à igreja, e seu desempenho em cada uma dessas tarefas definirá que tipo de princesa ela irá se tornar, podendo ser tanto uma guria retardada cheiradora de gatinhos como também uma gótica trevosa metida a rebelde.

A jogabilidade foi um pouco facilitada, pois Lisa não muda tão repentinamente de atitude quanto Maria e Melody, sendo mais fácil controlar seu destino. Ela não é tão bipolar quanto as filhas anteriores e seu humor não sofre alterações tão bruscas, sendo mais equilibrada mentalmente. Além disso, o jogador agora tem como ajudante à sua disposição uma outra fada chamada Uzu, que trabalhava como escrava babá de Lisa antes.

Princess Maker 4[editar]

Imagens de um impossível crossover entre Princess Maker e Pokémon.

Quando a franquia parecia estar completamente esquecida, eis que em 2005 a Gainax decide ressuscitá-la, desta vez unindo forças com outra produtora, a desconhecida GeneX, e renovando seu próprio time de profissionais. Este jogo foi uma aparente tentativa de tornar Princess Maker um pouco mais realista, deixando meio de lado os elementos fantásticos e apostando em um tom menos aventureiro e mais dramático. Apesar de ter ficado uma merda, pode-se dizer que funcionou, já que foram lançados mais jogos depois.

O jogador (você) agora é um soldado que tem um caso com uma maluca chamada Isabelle, que desaparece do nada e ressurge anos mais tarde com uma criança que jura ser sua filha. Como já era de se esperar, a mulher foge deixando a menina a seus cuidados. Para mostrar que não é uma mãe completamente desnaturada, ela também lhe presenteia com o mordomo esquisito Cube, que mais parece um duende, para ajudá-lo na criação de Patricia, a filha em questão.

Como foi lançado mais de 8000 anos depois do jogo original, Princess Maker 4 naturalmente possui gráficos bem menos podres e uma jogabilidade mais avançada, com maior riqueza em detalhes. Por exemplo, agora é possível controlar inclusive a alimentação da princesa, o que influenciará se ela futuramente será magrela, normal, gostosa, bombada ou obesa. Em compensação, a quantidade de finais disponíveis é bem mais escassa em relação aos jogos anteriores, sendo que o favorito dos fãs doentes é aquele em que Patricia e Cube se casam.

Princess Maker 5[editar]

Agora sim a série desandou de vez. Ao invés de ser ambientado em cenários europeus medievais como todos os jogos anteriores, Princess Maker 5 se passa no Japão contemporâneo. Dentre as opções de customizar a princesa, foi incluída uma função que permite determinar o tamanho da sua comissão de frente, um prato cheio para os tarados viciados em hentai. Para não atrair a fúria das feministas acusando o jogo de ser uma objetificação da mulher, também é possível que o jogador agora possa escolher se deseja ser pai ou mãe, o que antes não era opcional e havia somente a versão masculina disponível.

A filha da vez chama-se Emily, descendente de alguma família de nobres antigos. Você, por sua vez, é o herói (ou heroína) de um reino paralelo que parece não ter evoluído e estar parado no tempo. Seu objetivo é treinar Emily para ela tornar-se digna de ser a princesa desse lugar estranho, mas ela não é a única que almeja o trono real, pois há várias outras aprendizes de princesa que desejam o mesmo. O mais legal é que dá para fazer com que elas lutem entre si, saindo na porrada mesmo.

Outra inovação trazida em Princess Maker 5 é a possibilidade de customizar não somente a aparência de Emily, mas também a decoração em seu quarto. De acordo com seus hobbies, podem ser colocados pôsteres nas paredes que indiquem suas preferências. Não que isso faça alguma diferença no final do jogo, é mais por frescura mesmo.

Legado[editar]

Além dos jogos canônicos listados acima, Princess Maker deu origem a vários outros jogos paralelos, sendo alguns deles considerados spin-offs oficiais e outros apenas um mero plágio mesmo. Também foi criada uma adaptação em anime intitulada Petite Princess Yucie, cuja produção ficou a cargo da própria Gainax, misturando personagens de todos os jogos.

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