Riccardo Patrese

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Patrese ao ser informado que ganhou sua primeira corrida em Mônaco em 1982.

Riccardo Patrese é o único piloto cujos resultados o credenciam e capacitam a rivalizar com o Rubinho Barrichello sobre quem seria o piloto mais fracassado da história da Fórmula 1. Patrese perde para Rubinho, pois é o segundo piloto com mais segundos lugares conquistados e o segundo com mais corridas disputadas sem nunca ter sido campeão, mas talvez "ser o segundo" mais fracassado seja algo que combine bem com Patrese. O seu principal objetivo sempre foi apenas ser o mais idoso piloto de Formula 1, feito que conseguiu, ironicamente, em primeiro lugar, pois começou competindo com Niki Lauda, Emerson Fittipaldi e Gilles Villeneuve e terminou competindo com Alain Prost, Ayrton Senna, Michael Schumacher e Pedro Lamy, totalizando uma carreira de 17 anos de derrotas, frustrações e desempenhos burocráticos.

Carreira na Fórmula 1[editar]

Shadow Racing[editar]

Como diversos pilotos fracassados que sempre aparecem na Formula 1 de década em década, Riccardo Patrese teve um desempenho vitorioso no kart e todas aquelas categorias de base que ninguém assiste e ninguém se importa, como F3, F2 e campeonatinhos similares, credenciando-se e fazendo sua estreia na F1 em 1977, numa equipe foleira chamada Shadow Racing, cujos carros eram feitos de sucata importada do ferro-velho dos EUA. Só ficava em último quando o carro não quebrava, sendo um novato amplamente elogiado por pessoas que gostam de pilotos pouco agressivos, nada arrojados e que tem talento para ser segundo piloto.

Arrows[editar]

Em menos de 1 ano de carreira, já estava cagando com a vida dos outros.

Em 1978, teve a chance de assinar com a Ferrari, mas desde àquela época, Patrese já tinha esse feeling de que carros bons não combinavam com ele, algo que se comprovaria no futuro, em 1992. O que o italiano curtia mesmo era pilotar no meio da zona, com os décimos colados, por isso, preferiu assinar contrato com uma equipe novata da época, que parecia ter belos carros péssimos, a Arrows, ajudando esta equipe a ter um futuro brilhante... de derrotas.

Não ganhou uma corrida sequer (óbvio), sempre ficando em segundo, sexto... décimo. Se não ganhou título durante toda sua carreira, pelo menos Patrese pôde se orgulhar em se igualar ao lendário Jim Clark, que também matou uma pessoa, já que Patrese foi o responsável direto por uma morte no GP de Monza de 1973 (hã, voltamos no tempo?), em que, sabe-lá por que, realmente acreditou que poderia rivalizar com James Hunt, por isso, bateu nele na largada e sobrou para Ronnie Peterson, que foi engolfado numa bola de fogo e morreu.

Apesar de ser um irresponsável, não foi banido, e continuou irresponsável competindo sob a condição de jamais demonstrar qualquer pingo de competitividade, punição que cumpriu com rigorosidade até seu último ano na F1 em 1993. E com sua Arrows A2, um carro de brinquedo, Patrese logo se acostumar aos últimos lugares do grid e sobre como dirigir sem ser agressivo.

Brabham[editar]

Em 1982, ele estava na Brabham, e só foi contratado porque levava consigo o valioso patrocínio da Parmalat, cujo leite enriquecido com ureia era um excelente combustível melhor que gasolina. Apesar de estar ali só como segundo piloto, logo, com um motor pior que o de Nelson Piquet, ficou 1 ponto a frente do companheiro, conquistado um honroso 10º geral na sua estreia na nova equipe, ficando bem satisfeito com esse resultado merda, ao contrário do motor de seu carro, que sofreu horrores com o "leite" corroendo seu interior.

Patrese sem entender que realmente ganhou uma corrida.

Patrese até chegou a ganhar uma corrida, mas foi sem querer querendo: o GP de Mônaco de 1982, quando um monte de gente foi batendo e quebrando, e sem perceber, Patrese ganhava a corrida acidentalmente. Tanto que, quando teve a chance de ganhar usando a habilidade, no GP de San Marino, ultrapassou Patrick Tambay nas últimas voltas, mas sem saber como se comportar liderando uma corrida, bateu sozinho e ainda ficou todo magoadinho porque a torcida italiana vibrou com aquilo...

No ano seguinte, em 1983, ninguém nem soube que Patrese participou do campeonato, afinal, com 9 abandonos nas primeiras 9 corridas, ele em momento algum fora mencionado.

Alfa Romeo[editar]

Em 1984 e 1985 correu na Alfa Romeo, fazendo o que sabe fazer de melhor: bater bastante, marcar nenhum ponto e protagonizar algo só quando atrapalhava os outros, como bater em Piquet no GP de Mônaco de 1985.

Volta à Brabham[editar]

Aos poucos Patrese, ia se especializando em ser um piloto de segunda categoria, o que mostra sua incompetência, pois em 8 anos na F1 ainda não tinha dominado tal arte, por isso, foi cotado para regressar para a agonizante Brabham para ser segundo piloto de alguém melhor. Manteve bem a sua rotina de derrotas acachapantes, como abandonar 7 corridas consecutivas e conquistar apenas um mísero e acidental pódio em 1987.

Williams[editar]

Resultado, em 1992, de quando Patrese recebeu um carro realmente bom.

Riccardo Patrese tornou-se aquele piloto conformado com a derrota, nada agressivo, ruim mesmo. Ele era, portanto, a escolha perfeita de segundo piloto para Nigel Mansell na nova Williams, pois era a estratégia perfeita: um segundo piloto para bater nos outros lá atrás enquanto Mansell dispararia na liderança, o que não deu muito certo nos primeiros anos. De 1987 a 1991, tornou-se um mero expectador de Alain Prost e Ayrton Senna que eram infinitamente melhores.

O melhor desempenho de sua carreira, todavia, foi em 1992, ano em que a Williams fez aquele carro café-com-leite da famosa suspensão ativa (chamada assim porque fodia com todos outros carros) da Williams FW14, mas nem mesmo com esse baita cheat, semelhante a você selecionar o modo easy no Mario Kart, Patrese conseguia bons resultados. Enquanto Mansell vencia o certame com 108 pontos, Patrese fazia apenas 56, com direito a bater no Berger no Japão por pura burrice e fazer um monte de corridas burocráticas com falta de agressividade e um visível desânimo de quem já está idoso.

O último ano na Benetton[editar]

Para encerrar a carreira ao melhor estilo Patrese, ele negou veementemente que 1992 fosse seu último ano porque foi brilhante demais, então decidiu encerrar a carreira do modo mais deprimente possível para assim refletir bem o que foi toda sua carreira no automobilismo: assinou com uma equipe mediana, a Benetton, onde se submeteu a ser o segundo piloto de um moleque inexperiente chamado Michael Schumacher e ainda terminou o campeonato atrás dele mesmo, comprovando que 17 anos de carreira não queriam dizer porra nenhuma.

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Pilotos da Fórmula 1