Ronnie Peterson

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Ronnie Peterson foi um famoso piloto sueco de Formula 1, conhecido por seu completo despreparo em controlar o carro na pista, tanto que ficou conhecido como "o piloto das derrapagens controladas". Foi portanto um dos pilotos que mais bateu na história da Formula 1, sendo superado apenas na década de 1990 por Ukyo Katayama e depois por Pastor Maldonado, ambos que fizeram bem em se aposentar antes que um mal maior acontecesse, porque Peterson insistiu em continuar pilotando e ficou marcado por uma das mortes mais estúpidas da história da Fórmula 1.

Formula 1[editar]

March[editar]

Começou sua pouco brilhante carreira na Formula 1 pela desprezível equipe March Engineering, onde ficou por 3 anos porque as equipes superiores já estavam cheias de pilotos talentosos e não precisavam de um mediano. Foi nesses três anos que firmou seu estilo de derrapar pelo menos uma vez em cada corrida, no seu primeiro ano de estreia ainda inexperiente derrapava e não voltava para a corrida, por isso a sua temporada de 1970 foi pífia.

Controlando mais suas derrapagens, o ano de 1971 foi melhor, Peterson até surpreendente conquistou o vice, ao ficar um monte de corrida em segundo lugar (posição que ele gostava de ficar também).

Team Lotus[editar]

Em sua primeira passagem pela Lotus conquistou umas vitórias e um melhor desempenho. Mas na época os principais rivais eram Jackie Stewart, Niki Lauda e Emerson Fittipaldi, então Peterson ficou ali apenas como figurante, basicamente o que todo sueco gosta de fazer, são tímidos e não gostam de se destacar em nada.

Retorno à March[editar]

Em 1976 voltou à March, imaginando que talvez pelo menos pudesse voltar a ser um vice como em 1971, mas o carro estava uma sucata e estava difícil manter os drifts que Peterson tanto gostava de fazer, e só batia e abandonou quase todas corridas.

Tyrrell[editar]

Em 1977 a aposta de Peterson foi usar o famoso carro de 6 rodas da Tyrrell, um modelo que nem a Hot Whells cogitou produzir. A lógica física para a construção daquele carro era matemática: Seis rodas obviamente correriam mais que quatro rodas. Mas como esqueceram de dar um motor bom, um chassi bom, freios bons e um piloto bom para aquele carro, Ronnie amargou um mero 14º no campeonato geral.

Acidente de Monza[editar]

James Hunt se livrando de Ronnie Peterson ao melhor estilo Speed Racer.

O último ano de Ronnie Peterson foi 1978, em terceira passagem pela Lotus, encaminhava-se para a conquista de mais um vice, chegando ao GP de Monza com chances remotas de ser campeão. O favorito ao título, Mario Andretti, todavia, querendo garantir 100% o seu título, fez um pacto com uma mochila de criança e enterrou uma cabeça de bode no circuito de Monza, por isso já no treino Ronnie Peterson bateu e lesionou as pernas, presságio este que o sueco decidiu ignorar e pagaria com a vida na hora da corrida.

A origem do acidente de Ronnie Peterson ocorre quando Joselito acionou a luz verde de largada antes de todos carros do grid se alinharem para a largada, então os carros que vinham de trás pegaram o embalo criando uma situação na primeira curva em que um bolo de 10 carros disputavam posição ao mesmo tempo, e como no meio desse bolo de pilotos ruins que vieram de trás estava Riccardo Patrese e James Hunt, os dois bateram e sobrou para Ronnie Peterson e mais um monte de gente que foram engolfados por uma bola de fogo.

Na época não haviam socorristas e os próprios pilotos tinham que parar a corrida para socorrer seus companheiros. Esse procedimento era aceito porque aí os pilotos poderiam remover seus companheiros dos carros batidos da maneira mais estabanada possível, terminando assim de quebrar a coluna vertebral do adversário, livrando-se assim de um concorrente. Hunt, Regazzoni e Depailler foram os três que retiraram Peterson das chamas, enquanto uma cambada de italianos sádicos invadiram a pista atrapalhando a chegada da ambulância. Mas entre resgatar Peterson e Brambilla, todos ali decidiram salvar Brambilla, que não era perigo para o campeonato de ninguém, e deixaram Peterson definhar e morrer.

Inicialmente ficou tipo um Zanardi, com as pernas inutilizadas, mas Ronnie Peterson foi atendido por médicos italianos que ficaram com nojinho de amputar aquelas pernas ferradas, fizeram uma cirurgia para restaurar 14 ossos das pernas, mas se esqueceram que os fragmentos de ossos caíam na corrente sanguínea, e Ronnie Peterson teve embolia pumonar e morre no dia seguinte à corrida.

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Pilotos da Fórmula 1