São José dos Quatro Marcos

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São José dos Quatro Marcos é uma cidade do oeste de Mato Grosso com uma população oscilante entre 5 e 12.000 habitantes. Com a abertura do Frigorífico Minerva em Mirassol d'Oeste, o número deve subir para 12.500. Capital nacional do professor (maior exportador de professores para o resto do Brasil) e dos boyzinhos de botina. Os professores até que não são ruins, porém não fizeram o ENADE. Alguns desses professores até ingressaram na política e já alçam voos na câmara dos vereadores e na prefeitura.

História[editar]

Não parece ser coisa boa.

Fundada em 1968 por agricultores oriundos de cidades famosas como Santa Fé do Sul, Palmeira d'Oeste, Jales, Santana da Ponte Pensa, Urânia, Bacabal, Socimbra, Aspásia, Vila Dirce Reis entre outras porcarias. Depois vieram os paranaenses famintos com a crise do café e sua mania de bajular Londrina e Umuarama. O nome da cidade é derivado de quatro varais que foram fincados nos cantos do arrabalde e usados para estender couro de caças como cutias, veados e jiboias. Essas caças eram a fonte de subsistência das famílias pioneiras. Depois os varais passaram a ser usados para secagem de calças e camisas volta ao mundo e finalmente viraram ripas usadas na construção de empórios e vendas locais.

A água foi inaugurada em 1982, depois que construíram o Indaiá Clube e logo depois o primeiro chuveiro apareceu em uma casa abastada da cidade. Então todos passaram a copiar a "moda do chuveiro". A moda copiada atualmente é a do muro de vidro e a do telhado recortado em várias águas.

Geografia[editar]

Situada sobre uma pedra dura de argila vermelha e fazendo divisa com Mirassol d'Oeste, São José dos Quatro Marcos possui as ruas mais poeirentas do Brasil. Nenhum rio corta a cidade e para achar água potável só furando poço artesiano, daqueles bem fundos que quase chegam na China. A fonte potável da Vila Nova serve água para o povo diretamente do lado do cemitério.

Dois riachos cortam o município: o das Pitas e Córrego Grande (um mijo de água que abastece a cidade com água bege, quase marrom). O córrego do Manuel Paulino já sofreu sucessão secundária e sumiu debaixo do lixo.

Clima[editar]

O clima é definido em duas estações: seca feito o couro do capeta (a maior parte do ano) e barrenta que só (entre novembro e abril).

Economia[editar]

A cidade teve vários ciclos econômicos. Nos anos 60 e 70 a agricultura produzia as riquezas locais, como o arroz, o milho e o café. Até acontecia a "Festa do arroz", quando as zelites locais elegiam suas mocinhas como rainhas da festa e as presenteavam com as primeiras bonecas da Cotiplás.

Depois, com a carestia dos juros nos bancos, nos anos 80 e 90 a banana-maçã passou a ser a mina de ouro da região. Todos que mexiam com a banana recebiam a alcunha de bananeiro, assim: Dito bananeiro, Zé bananeiro, etc. Até fizeram um projeto de lei na câmara com a pretensão de colocar uma banana no brasão da cidade. As ruas da cidade cheiravam a vinagre de banana e todos ficavam constipados, tamanha a a fartura do produto. Com a constipação coletiva, várias farmácias foram abertas na cidade, enriquecendo muitas famílias. Quem quisesse fugir com uma moça e viver de brisa, era só armar uma rede debaixo de uma mangueira e sair à cata de banana pelas calçadas da cidade. Mas um fungo acabou com festa e a banana-maçã foi extinta da economia local.

Atualmente há pequenas propriedades que praticam a pecuária e infindáveis outras com plantations de teca, uma árvore que não serve para nada a curto prazo, ficando boa para corte em no mínimo vinte anos. Na cidade é assim, chega um com uma moda e todos o seguem. O Chalita da máquina de fazer dinheiro não sabe o que perdeu deixando de ir à São José dos Quatro Marcos fazer negócios. Muitos agricultores venderam suas terras e foram embora e os que ficaram, estão a esperar a teca ficar boa para corte, indo à feira da cidade às quartas para comprar milho, queijo, mandioca e cheiro verde, devidamente paramentados com seus chapéus de massa e relógios de pulso Oriente.

Ilustres[editar]

  • Mayara e Maraísa: Dupla sertaneja realmente famosa, mas que apenas nasceu no lugar. E se falar bem de São José dos Quatro Marcos, é só para fazer média mesmo.

Distritos[editar]

São José dos Quatro Marcos possui dois distritos (ou péla-jegues): Santa Fé do Oeste e Aparecida Bela ou Paris-Cidabela. Aparecida Bela é a capital nacional da fofoca, dos diz-que-me-disse e dos bulixos de beira de estrada, situados em sua rua principal ou Avenida Brasil. Se uma mula der um coice no final da tal avenida, o sopapo será sentido no começo, tamanha a extensão da cidade. Mas se você parar para tomar uma tubaína nesses bulixos, logo depois, inexplicavelmente, em um raio de 20 km, todos darão conta da sua passagem pelo local, da cor da sua roupa, com quem estava, a marca do carro, etc. São tão comunicativos que inspiraram a criação do WhatsApp.

Educação[editar]

Não fale de tais coisas sobre São José dos Quatro Marcos. Ninguém pede desculpa, com licença ou muito menos aplaude as atrações artísticas durante os festejos que acontecem na cidade. A cidade tem várias escolas e muitos cursos de pão de queijo de liquidificador, tapete de barbante e flor de meia calça, que qualificam os moradores locais para o mercado de trabalho.

O povo das elites manda seus rebentos estudar fora. Que UFMT, que UNEMAT, que nada!... Consideram que tais universidades são coisa de Zé Povinho. É de Funec Santa Fé e Fundação Fernandópolis para frente! Quem manda filhos para estudar no Paraná então, experimenta estado de êxtase só de contar o feito aos outros. Os remediados e pobres entram na UNEMAT e ao se formarem e passarem em concursos, experimentam as delícias da mobilidade social comprando casas e carros financiados e indo passear com a família no Beto Carreiro durante as férias. Até passam a comprar iogurte e requeijão nas despesas mensais! Um oásis do progresso. Outro nicho educacional fortíssimo é a fábrica de médicos da UCEBOL e UDABOL na Bolívia.

Cultura[editar]

A cidade tem em seu extinto Indaiá Clube de Campo, históricos bailes de debutantes, Sábado Aleluia e do Havaí, que só eram páreos para os bailes de Itaporanga. Até Maurício Mattar e Sula Miranda já estiveram nesses eventos. Só a elite e o jet set local dançavam nesses bailes. Os bailes eram animados por bandas paranaenses que tocavam músicas de Ray Coniff, Dick Farney, RPM, Modern Talking e Gaúcho da Fronteira. Os convivas se revezavam dançando seleções na pista, enquanto uma fauna atípica e indeterminada enchia a cara na beira da pista. Às quatro da matina, uma canja cheia de sustança era servida ao fundo de tropa que ficava no baile. Populares se divertiam na Quadra da Vila Nova (alguns ricobelos do Indaiá até davam sua escapada para lá, tamanho o tédio das soirées). Em ambos eventos, o arremesso de copos de cerveja e cadeiras eram o ponto alto das festanças, dando ares nostálgicos de velho oeste aos ambientes.

Duas festas marcam o ano em São José dos Quatro Marcos: a Festa do Padre e e Festa do Peão. O comércio local fica em polvorosa. Na véspera, para vender os modelitos importados da feira de Goiânia e, após as festas, para receber as prestações atrasadas do desfile de moda praticado nesses eventos.

A queima do alho antecede a Festa do Peão e consiste na maior aglomeração de broncos do mundo, montados em cavalos e andando pelas ruas da cidade. Pessoas são atropeladas disputando um espeto de carne de boi. Os dentistas faturam alto após a queima do alho, consertando dentes quebrados de roer costelas ou com a venda de pontes móveis.

As festas mais divertidas são as rurais, com grandes bailões em comunidades, onde se serve a tubaína mais gostosa do mundo, o melhor frango assado e o melhor pastel. Você encontra um candidato a deputado na festa e dá uns tapas com a mãos sujas de gordura nas costas dele. As pessoas mijam no mato, dançam até se acabar e ainda têm chance de arrumar um pé de pano para chamar de seu, pois os meninos rurais não tem frescura igual aos da vila.

Culinária[editar]

  • Cremosinho: Um caldo doce leitoso de cor rosa ou amarela, vendido em saquinhos para ser chupado tal como um sacolé;
  • Baguncinha do Jefão;
  • Espetim com mandioca;
  • Cú de burro (cerveja com sal e limão);

Idioma[editar]

Frases típicas:

  • Tira o zóio do meu homem sua catilanga!;
  • Tem latinha na faixa?;
  • Tá mochando corno?
  • Quero vê sê;
  • Aquele não serve pra minha fia.

Lazer[editar]

O monumental ponto turístico da cidade, decorado com uma enorme antena de telefonia ao fundo.

A praça da matriz e seus aspirantes a cocotas e mauricinhos, metidos, racistas e homofóbicos são o point e a galera. A atividade desses seres teve seus picos entre 1985 e 1995, com declínio após muitos se casarem e apagarem o fogo de seus rabos. Esses mauricinhos rivalizavam com a galera de Mirassol D´Oeste no quesito mania de grandeza. Todos se achavam o Tom Cruise ou o Rick do Menudo, dirigindo os Passat, D-20 ou Gols de seus pais, mas tendo em comum o medo aterrador das portas automáticas do Shopping Goiabeiras. Não existe nada além de sentar na lanchonete e andar em círculos pela praça depois da missa. Um nicho adicional de lazer é o Velório Municipal, que gera muitas divisas para as funerárias locais.

Turismo[editar]

Atualmente a única atração da cidade é a página "Pioneiros de Quatro Marcos" existente no Facebook. Se uma foto sua do tempo do onça for publicada nessa página, você poderá se considerar um pioneiro e de quebra, uma celebridade. Contate o administrador e ofereça um patrocínio. Se ele for com a sua cara, pronto! Você poderá se orgulhar em receber o título de "Pioneiro de Quatro Marcos", além de ver a sua fotinha estampada na página. O número de curtidores atuais já supera o número de moradores da cidade.