Zen

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Nota: Você provavelmente viajou bastante para encontrar um artigo que trata sobre Zen. Mas isto aqui é um artigo sobre Zen. Por favor, nos perdoe.


Zen não é. Exceto quando é.

Isto não é Zen.
Nem isto.
Mas isto é.

Como aprender o que é Zen[editar]

Caso não queira se meter com monges e não tenha insônia suficiente para encarar programas que passam em horários impossíveis de assistir, você pode aprender Zen sozinho(a) usando algumas técnicas simples. Se for adotar o método tradicional, escale uma montanha, encontre uma caverna e fique encarando a parede por sete dias. Contudo, se você não tiver tanto tempo assim, pode usar a mais moderna técnica, a de resolver koans. Há rumores de que o uso contínuo de algumas drogas também pode fazer com que você aprenda o Zen, mas vá por aí só se você realmente acredita nos hippies que dizem isso. Os cientologistas afirmam que podem ensinar o Zen pela quantia certa, porém tá na cara que é trambique.

Koans[editar]

São certos textos contendo enigmas que possuem apenas uma resposta correta para o aprendiz dependendo do seu estado de aprendizado. Não podem ser resolvidos através de processos lógicos ou racionais, e quando um koan é resolvido não há senso de conquista. Ao contrário da crença popular, tanto a Alquimia quanto o Cálculo foram inventados para distrair a mente de qualquer tentativa de resolver um koan. Comentários adicionais, sejam dos mestres ou não, foram fornecidos para tentar lhe ajudar a chegar na solução, te distraindo da ilusão de afirmação e negação. As soluções dos koans mais difíceis geralmente não são verbais. Por exemplo, "Quarenta e dois" é a resposta para "Há quantas regras num jogo de críquete?", mas não tem graça em saber disso (e nunca teve). Koans não devem ser confundidos com o "Korão", muito embora sejam bem similares. Existe uma teoria de que, em certo ponto, os Koans e o Korão seriam impressos em um livro único e gigante, mas tiveram de ser separados porque, mesmo com a menor das fontes e a maior das páginas, tal livro seria mais alto que o Burj Khalifa.

O internauta[editar]

Um internauta envia uma requisição HTTP 1.1 para a Grande Enciclopédia procurando a verdade sobre o Zen. A Grande Enciclopédia responde com uma página "Erro 404: Iluminação não encontrada". Confuso, o internauta tenta novamente, e envia outra requisição. A Grande Enciclopédia responde com uma página "Erro 203: Acesso negado". Mais uma vez, ele tenta; porém, nesse momento, um raio cai perto dele. Faltou luz na casa. O internauta foi iluminado.

Comentário: A internet é um lugar sinistro.

Iluminação[editar]

Quantos monges são necessários para trocar uma lâmpada?

Resposta: Nenhum. O mestre pode até apontar o caminho, mas a lâmpada precisa encontrar as raízes da mudança em si mesma.

Comentário: Monges Zen são iluminados e estão além da afirmação e da negação. É necessário uma pessoa ignorante para trocar uma lâmpada.

A Lenda de Neo[editar]

Um estudante perguntou ao mestre o que é Zen. O mestre respondeu: "Você é Neo; você é o Escolhido".

Comentário: Hollywood não entende o que é Zen, mas o Zen tá cagando e andando.

O pedido do Mestre Zen[editar]

O mestre perguntou aos seus discípulos: "Você vende pizzas para viagem. Um budista chega e faz aquela velha piada, pedindo uma completa e com tudo que tem direito. Qual é sua resposta?"

Uma semana depois, o mestre chamou seus discípulos e fez a mesma pergunta. Ouviu muitas respostas, mas nenhuma o deixou satisfeito. Então, um dos discípulos deu um passo à frente, e o entregou uma caixa de pizza do avesso com uma pizza em cima.

O mestre deu uma cacetada nele com seu hossu.

Comentário: É o discípulo que tem que ser o cara certinho. Não existe estátua de Mr. Bean.

O almoço do Mestre Zen[editar]

Um Mestre Zen foi numa barraca de cachorro-quente e disse, "Me vê um completo". O ambulante assentiu, acrescentando um pouco de tudo que tinha no cachorro-quente. O Mestre Zen ficou satisfeito, porém ele percebeu que não teria troco, porque pagou com uma nota de grande valor. Durante uma pequena discussão que se seguiu, o vendedor falou: "Devia saber que a mudança vem de dentro de você".

Comentário: Fiquem longe do chucrute; essa merda tá estragada.

O ferimento do Mestre Zen[editar]

Certa vez, um Mestre Zen se machucou. "Ai ai", ele disse.

Comentário: Zen não faz sentido. Sentido, contudo, faz o Zen.

O boi e o fazendeiro[editar]

O boi e o fazendeiro (mente e vontade) são inseparáveis a princípio. Através da meditação, o boi é solto para vagar por onde quiser, mas normalmente ele só quer andar por onde o fazendeiro quer que ele vá. Infelizmente, o fazendeiro morre doente e reencarna como seu próprio boi, deixando a si próprio sem um fazendeiro.

Comentário: Muito em breve, o Brasil será o maior produtor de carne bovina.

Buda e a tartaruga[editar]

Buda e uma tartaruga entram numa corrida. A tartaruga começa com uma vantagem porque Buda está surpreso com o fato de que já inventaram meias para gordos, meias estas que não fedem a suor. Confuso, Buda começa a correr na direção oposta. A tartaruga é atropelada por um caminhão e morre.

Comentário: Como Aquiles pode vencer uma corrida se ele morreu com uma flecha no calcanhar e nem mesmo existe? Como Buda pode estar confuso se ele está além de qualquer ilusão? Como é que ainda consegui ter tempo pra escrever essa merda?

O que é a natureza búdica?[editar]

O Buda tá cansado de responder essa aí. Não é difícil. Além disso, há muitos livros por aí. E não, ele recomenda nenhum.

Comentário: Não digite. Apenas escreva as palavras. Isso é tudo.

A natureza búdica[editar]

Assim disse o mestre: "Se ver o Buda na estrada, mate-o". O pupilo voltou à sua cabana, e meditou por muito tempo pensando nisso, até que recebeu a alegria da iluminação na medida em que experimentou a natureza búdica. Satisfeito, saiu da cabana e foi contar ao seu mestre. Pegou a estrada. Alguém o viu, e o matou.

Comentário: Merda acontece.

Dicotomia da natureza búdica[editar]

Há duas faces da sua natureza búdica. Uma sempre mente e outra sempre diz a verdade. Pergunte-se: "Será que sou corno?"

Comentário: Chifre é que nem consórcio. Um dia, você é contemplado.

Dicotomia da natureza búdica 2[editar]

Há duas faces da sua natureza búdica e nenhum "você" para chamar de seu.

Comentário: Infelizmente, você é corno, e a culpa é do Dirceu.

É mesmo?[editar]

O Mestre Zen Hakuin era conhecido por seus vizinhos por viver uma vida pura.

Uma bela garota japonesa morava numa mercearia perto dele. Um dia, seus pais descobriram que ela estava grávida. Ela não revelava quem era o pai. Até que, depois de muita pressão por parte dos pais, disse que era Hakuin. Com muita raiva, foram até ele.

"É mesmo?", era tudo que o mestre dizia.

Quando a criança nasceu, ele já havia perdido sua reputação, mas não se importava com isso, pois cuidava bem do bebê. Um ano depois, a mãe não aguentou. Disse aos pais a verdade: o verdadeiro pai era um cara que trabalhava ali perto, na barraca de peixe. Os pais foram então pedir desculpas a Hakuin, e pegar a criança de volta.

Enquanto a segurava, o mestre disse: "É mesmo?"

Comentário: É mesmo?

O velho e a pedra[editar]

Foto do famoso Monastério de Shangri-La, tirada por um turista japonês.

Era uma vez um velho sábio que vivia no Monastério de Shangri-La. A idade havia comido sua visão, mas ainda assim ele era muito ligeiro. Toda vez que um novo pupilo chegava em busca de sabedoria, sempre fazia um pequeno teste: o novato teria que pegar uma pedra da palma da mão do velho antes que ele a fechasse.

Nem precisa dizer que ele sempre era mais rápido que os confiantes jovens, assim desinflando seus egos pouco a pouco, o que era o verdadeiro propósito. Um dia, um pequeno garoto da Vila das Cinco Árvores da Lua Prateada, próximo do Penhasco do Retorno da Primavera, fez o seguinte: ao invés de tentar pegar a pedra da mão do velho, catou outra pedra e a entregou na palma dele. Disse: "Mestre, sei que você pode ver ainda que não possa ver. Sei que sou cego ainda que não seja cego. Por favor, me ensine".

Muita alegria e prazer sentiu o velho e quem estava próximo a ele. Com o passar de pouco tempo, tipo meio século, o pequeno garotinho tornou-se um velho sábio. Sua lenda nasceu, e ele sempre foi lembrado pelo nome dado a ele em seu primeiro dia no Monastério de Shangri-La pelo seu monge cego: "Talvez seja eu quem precisa aprender e você quem precisa ensinar... Pequeno Gafanhoto".

Comentário: Destruir o ego da criançada na base da pedrada é um ótimo passatempo.

Entendimento através do desentendimento[editar]

Certa vez um renomado Monge Zen desceu de seu espaço de meditação usando uma bicicleta sem freio. A ladeira era íngreme e parecia não acabar. Até que, de repente, um menino aparece no caminho, e o monge freia com toda sua força, parando a apenas alguns centímetros do garoto. "Que há de errado com você?", grita o monge. O menino pensa um pouco, e diz "Nada!" O monge foi profundamente iluminado.

Comentário: Crianças são muito retardadas.