Zona de raízes

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Tratamento de efluentes por zona de raízes, conhecido muitas vezes apenas como zona de raízes, é o nome dado a um simulador caseiro de wetlands usado como alternativa para tratar resíduos mal-cheirosos, com o objetivo de impedir que o meio-ambiente se torne um depósito de lixo orgânico. Dessa forma, evita-se o possível surgimento de verdadeiros berçários ao ar livre para protozoários, vermes, bactérias, baratas e outras criaturas miseráveis que surgiram no mundo com o único intuito de empestear as outras espécies. Geralmente, esses sistemas são muito úteis em zonas rurais, onde em geral as condições de higiene são pra lá de precárias e inclusive muitas vezes se constroem patentes de madeira próximas a poços artesianos, já que fossa séptica para esse povo é apenas um conto da carochinha.

Introdução[editar]

Como todos nós sabemos, a ausência de um tratamento eficiente de esgoto é um verdadeiro dilema para a já ignorante população brasileira. Para começo de conversa, temos os governantes brasileiros que, em toda sua tola negligência, quando não estão desviando boa parte das verbas públicas que deveriam ser investidas no saneamento básico e na saúde de maneira geral, se preocupam mais em construir obras verdadeiramente inúteis (como estádios esportivos, parques eólicos que desmoronam com o vento, transposições para captação de rios secos, pontes estúpidas que ligam nada a lugar nenhum ou que não podem ser cruzadas por falta de autorização, etc).

Uma moderna estação de tratamento de esgoto por zona de raízes: barata, eficiente e prática.

Além disso, também temos as indústrias, cujos donos são verdadeiros trogloditas portadores de cérebros de ervilha, que muitas vezes se recusam a implantar um sistema para tratar todas as substâncias tóxicas, pútridas e radioativas produzidas em seu estabelecimento industrial. Em geral, esses filhos da puta caras não passam de pão-duros avarentos que usam a velha desculpa esfarrapada de que tratar seus efluentes gera um alto custo, quando todo mundo sabe que na verdade isso não passa de um pretexto vagabundo para poder jogar toda a nojeira no rio mais próximo por ser mais fácil, prático e barato.

Visando resolver um pouco dessa situação deplorável (sobretudo nas comunidades rurais em estado de miséria absoluta), têm-se buscado desesperadamente por tecnologias alternativas eficazes e baratas, para que tais vagabundos não possam mais inventar desculpinhas esfarrapadas para jogar toda aquela nojeira em lagos, rios, lagoas, riachos ou piscinas públicas. Até agora, os engenheiros químicos e ambientais não tiveram a capacidade de implementar algo muito útil e elaborado para resolver esse problema, mas ao menos, conseguiram criar um quebra-galhos, que é o tratamento de efluentes por meio de zona de raízes. Também vale ressaltar que apesar de ser considerado um sistema eficiente, ele não costuma ser utilizado para tratar efluentes industriais. A explicação para isso é que todo o lixo produzido diariamente por esses estabelecimentos de porte maior é tão tóxico que nem mesmo as plantas e bactérias conseguem suportá-lo, e sempre acabam morrendo nos primeiros 5 segundos de contato com o mesmo.

Basicamente, esse sistema funciona de forma a dragar todo tipo de rejeito das fossas sépticas e jogar a bronca para as pobres coitadas das plantas resolverem. Apesar de isso parecer desumano (já que você não desejaria nem para seu pior inimigo ter que conviver em meio ao fedor insuportável, proporcionado em primeira mão por toda aquela matéria orgânica podre); algumas plantas são muito mais úteis e eficientes do que humanos (que pra variar, nunca fazem nada direito) para lidar com os dejetos. Essas plantas filtram toda a água encardida ao mesmo tempo que retiram do efluente nutrientes necessários para seu próprio desenvolvimento pessoal, ficando mais grandes, fortes e bombadas. Após o processo, a água tratada pode ser coletada por tubulações e conduzida para fora da estação pelos humanos, que são tão aproveitadores que em geral não movem uma única palha para ajudar as pobres das plantas, e ficam ali de pernas para o ar e fazendo porra nenhuma, só esperando as coitadas terminarem o trabalho sujo.

Pré-fase do tratamento[editar]

De maneira geral, o tratamento por zona de raízes é um processo físico-biológico. Físico por que envolve a utilização de um moderno aparato high tech para lidar adequadamente com toda a desgraça oriunda das casas de regiões caipiras, regido por aqueles fenômenos que você se recusava a estudar nas aulas de físico-química, tais como a mudança de fases. Biológico porque é a ação conjunta de organismos vivos que aplica o golpe final nos efluentes. Na verdade, o princípio de funcionamento foi duramente chupinhado do conceito de um biofiltro qualquer, com a única diferença que decidiram enfiar umas plantinhas no processo para dizer que era algo "original" e "alternativo".

Exemplo de uma de zona de raízes utilizada para tratar um resíduo com alta concentração de matéria orgânica. A quantidade de plantas e a área da estação de tratamento dependerá exclusivamente do tamanho da merda feita (literalmente falando).

A etapa que antecipa a fase inicial do tratamento para o esgoto doméstico já se inicia dentro das próprias residências, quando a família decide jantar aquela picanha enorme, banhada em uma verdadeira piscina de sódio excessivo, gorduras saturadas e molho altamente calórico. A coisa se intensifica nos finais de semana, quando a família decide convidar os demais parentes inconvenientes. Quando chega o tão esperado domingo da confraternização familiar, por volta das 10:00 da manhã, começam a chegar as tias fofoqueiras, trazendo consigo aquela salada pesada de maionese com uma tigela de chucrute como acompanhamento. Temos também os tios engraçadões, que geralmente ficam a manhã toda como churrasqueiros, enchendo a carne de sal grosso e temperos cancerígenos de hora em hora.

Por uma questão de tradição, os tios engraçadões estão sempre dispostos a ajudar no banquete, trazendo para a festa aqueles consagrados 2 kg de linguiça processada, feitas a partir de frangos ou porcos tratados com ração na base de produtos transgênicos e com poder suficiente para destruir o pâncreas de um tiranossauro em menos de um mês. Por fim, chegam também os avós, para a alegria de todos, trazendo consigo as tão esperadas sobremesas: pudim de baunilha, gelatina Bocão, sorvete napolitano com calda de chocolate, entre outros alimentos com altas cargas de açúcar. E claro, também não pode faltar aquele tradicional pão francês impregnado de bromo, aquela típica farofa de supermercado recheada com vísceras animais e aquele famoso refrigerante barato com gosto de remédio para gripe.

Após todos os membros da família empantufarem suas respectivas panças, finalmente chega a tão esperada hora de formar a fila para o banheiro, como consequência inevitável para a toda a comilança (e não é para menos). Nesse momento, poderá observar-se um vai-e-vem incansável ao toalete por todos aqueles que marcaram presença pelas próximas três horas. É após o momento em que o tumulto na casa se encerra e toda a manada sossega o traseiro facho que finalmente se inicia o processo. Tendo o material necessário para tratamento, a primeira coisa a se fazer é dimensionar a área para construir a estação, que vai depender totalmente do nível do estrago deixado para trás. Definidas as dimensões, parte-se para o início de fato do tratamento.

Tratamento primário[editar]

A fim de evitar o desenvolvimento de organismos perigosos ao bem estar humano, deve-se fazer uma limpeza periódica nas fossas sépticas.

Uma vez definida a área, antes de as plantas serem colocadas para trabalhar, o efluente precisa obrigatoriamente passar por um tratamento primário, que é basicamente uma fossa séptica. Caso você seja um desses porcos sem vergonha na cara cuja descarga de sua casa leva tudo direto para o banhadal mais próximo, é bem provável que fossa séptica possa lhe parecer o nome de uma lenda urbana.

Para salvá-lo de sua iminente ignorância, saiba que fossa séptica na verdade é o nome dado para um cilindro de concreto enterrado no terreiro das residencias, geralmente criada para reter toda a nojeira oriunda dos canos mais sujos e imundos de sua casa.

A função da fossa séptica é basicamente armazenar todo o material orgânico em seu interior, formando um asqueroso aglomerado de água e dejetos. Isso irá promover a sedimentação da parte sólida e mais repulsiva, separando-a da água e deixando para que bactérias anaeróbias a decomponham e sumam com ela do mundo, já que nem mesmo as plantas seriam capazes de dar conta de tamanha encrenca. Da fossa séptica, a água tóxica restante é encaminhada diretamente para a região na qual as plantas vão terminar o trabalho sujo.

Vale ressaltar que, em virtude das características dessa água, poderá haver a necessidade de artilharia pesada para arrastar toda essa imundície até a região onde encontra-se a zona de raízes. Dependendo do que a família tragou para o bucho durante a semana toda, o efluente pode ficar mais nojento pesado e com uma maior concentração de matéria orgânica. Assim, pode-se apelar para o uso estratégico de bombas hidráulicas, artefatos mágicos criados por magos elementais capazes de facilitar a movimentação de líquidos muito pesados por meio do controle sobre o ar, vapor e pressão.

Tratamento secundário[editar]

Uma vez separada a água dos sólidos putrefatos, a mesma será conduzida até onde as plantas encontram-se por meio de uma tubulação de distribuição aleatória (e em geral feita de qualquer jeito). Como essa água pode ser altamente corrosiva (afinal de contas, nunca se sabe o que eles colocam nesses alimentos industrializados), os canos que vão distribui-la entre as raízes devem ser reforçados de preferência com adamantium, a fim de evitar que os mesmos estourem e espalhem o líquido contaminado pelo solo, ferrando mais ainda com a coitada da natureza.

Fanart de uma zona de raízes feita provavelmente por algum desocupado do Deviantart.

A região na qual o efluente será tratado deve estar sobre uma estrutura de concreto armado, que em geral pode ser construída por qualquer zé-ninguém sem formação alguma. Caso se trate de uma comunidade altamente miserável cujos habitantes não tenham nem onde caírem mortos, a fim de economizar dinheiro na contratação de profissionais semi-preparados, pode ser usado uma lona de plástico qualquer mesmo. A mesma pode ser adquirida em qualquer brechó desses de esquina ou furtada da carcaça de caminhões. O que importa é ter um material que promova a impermeabilização do efluente, com o objetivo de impedir a invasão de bactérias estrangeiras. Em contato com o efluente, que por si só já é tóxico e cheio de propriedades desconhecidas, essas bactérias podem evoluir para mutantes canibais sedentos por carne humana, o que acabaria trazendo um problema de saúde pública muito superior a um simples esgoto não-tratado.

Por fim, as plantas apreciadoras de rejeitos humanos devem ser plantadas primeiramente sobre uma camada de brita reforçada. Caso o bolso esteja apertado e não seja possível comprar uma viagem de brita só para isso, basta catar as pedras dos vasos de flores e dos jardins de toda a vizinhança. Abaixo dessa camada de brita, deve-se ter também uma camada de areia, que podem ser conseguida aos montes na praia mais próxima, a menos é claro que você seja habitante da zona rural, já que provavelmente estará mais perto de um deserto. Essa areia é uma espécie de fiscal da lei, e sua função será aprisionar toda a sujeira que tente passar de bicão com a água tratada até a próxima fase do tratamento.

Depois que a água é tratada pelas plantas, essa água passará por essas duas camadas de areia e brita e seguirá para uma tubulação de coleta, que conduzirá educadamente essa água limpa e bem cuidada para fora da estação. Posteriormente, essa água poderá ser reutilizada, abençoada por um padre para combater vampiros ou exportada para o Iraque para ser usada como arma química.

Plantas utilizadas no tratamento[editar]

Em geral, usam-se macrófitas para esse tipo de tratamento, porém, na ausência destas, pode-se utilizar Piranha Plants ou musgo alienígena para fazer o serviço. A verdade é que não são exatamente as plantas que realizam o tratamento, e sim bactérias delinquentes que vivem como parasitas em suas raízes. Como essas bactérias não fazem porra nenhuma na vida e não tem dinheiro nem para pagar o aluguel, elas são obrigadas a compensar sua estadia mostrando serviço e fazendo algo que preste. Dessa forma, como forma de pagamento por sua permanência inconveniente nas raízes das plantas, elas contribuem decompondo todo aquele material intragável e transformando-o em nutrientes para suas anfitriãs de bom coração.

A escolha da planta mais adequada é um fator fundamental para o sucesso do tratamento.

Caso uma planta queira se oferecer voluntariamente para participar de um processo de tratamento com zonas de raízes, ela deverá atingir requisitos mínimos: não ser portadora de nenhum tipo de praga ou vírus infernal, apresentar raízes compridas e capazes de abrigar uma grande quantidade de bactérias parasitas, ter concluído o Ensino Médio, ter fluência em no mínimo dois idiomas, não beber, não fumar e não ser usuária de qualquer tipo de substância ilícita. Caso a planta não atenda as especificações exigidas, é melhor que ela desistia de vez de se tornar parte da zona de raízes e vá procurar emprego no McDonald's.

Em geral, opta-se pela utilização de plantas mendigas, dessas encontradas em brejos, pantanais e banhados situados em lugares inacessíveis para seres vivos normais. Em geral, esses lugares são inóspitos e longe de qualquer tipo de civilidade, tanto que nem mesmo as moléculas de oxigênio suportam ficar muito tempo no solo de tamanho fim de mundo. Essa escassez de oxigênio na terra obrigou essas plantas a desenvolverem uma série de mutações sobrenaturais que lhes permitem sobreviver a essas regiões inabitáveis.

Uma dessas mutações é uma complexa rede de canais conhecida como aerênquimas, que permite que suas folhas sequestrem desumanamente o inocente e indefeso oxigênio da atmosfera e da água e o conduza brutalmente até as suas raízes. Deve-se ter muito cuidado ao respirar próximo dessas plantas, pois corre-se o risco de morrer asfixiado, já que elas costumam ser traiçoeiras e sempre tentarão roubar o oxigênio do ambiente quando surgir uma oportunidade.

Por conta dessa particularidade, recomenda-se a utilização de plantas que dispõe de um moderno aparelho de aerênquimas, já que o trabalho necessário para tratar toda aquela porcaria que desce pelos canos das residências humanas costuma ser grande (tanto é que nem os próprios humanos tem a capacidade intelectual adequada para lidar com o problema). Entre as plantas mais utilizadas nesse tipo de tratamento estão os aguapés e os copos-de-leite, que além de atenderem as exigências, ainda servem como um ótimo acessório de decoração, trazendo um pouco de beleza para o ambiente ao manter toda aquela imundície de odor pútrido longe dos olhos (e do nariz, é claro).

Ver também[editar]