BIM

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BIM, sigla para Business Incremented by Marketshare, digo, Building Information Modeling, é um cacoete da indústria de software voltado para a área de Engenharia e de Construção Civil, incluindo-se ai os hipsters da Arquitetura, no sentido de modernizar a produção de renda em favor da indústria de software especializado voltado para tais áreas, digo, no sentido de tentar modernizar a área de projetos para efeitos de construção civil.

A proposta ai seria trazer o que se tem de mais moderno na área de computação para campos onde a tecnologia no geral não era tão avançada, ainda que na prática muitas vezes isso implique em um aumento de custo desnecessário sem que se tenha um benefício digno de nota no contraponto, tais como a promessa da implementação de realidade virtual e realidade aumentada em lugares onde isso não trás quase nenhum efeito prático em termos de produtividade em si.

Empreendedores por trás do esquema[editar]

Os empreendedores por detrás de tal projeto são velhas conhecidas da indústria de software especializado voltado pra área de construção, tais como a Autodesk, a AltoQI, a Softonic, dentre outras várias outras companhias de software desconhecidas do grande público, com o objetivo de fazer com que suas ações fiquem mais valorizadas na NASDAQ ou em algo que o valha, fazendo a alegria dos acionistas e dos sócios de tais empresas.

Para que tais empresas tivessem sucesso em tal empreitada, foi feito um grande lobby em relação aos governos pelo mundo afora no sentido de fazer com que se passasse a exigir a adequação de plantas e de projetos ao protocolo estabelecido pelas empresas do cartel que estavam envolvidas em tal projeto, com a promessa aos incautos de benefícios (que como podemos ver, são duvidosos) da melhoria dos projetos na área de construção civil no sentido de redução de custos de construção e de manutenção em geral.

Público-alvo[editar]

O público-alvo de tais ferramentas são empresas da área de construção civil, sendo elas especialmente da área de Engenharia Civil e de Arquitetura, para as quais o BIM foi vendido como uma nova perspectiva, enquanto que em áreas mais automatizadas como na indústria automotiva (que tem base na Engenharia Mecânica), boa parte da mecanização via software já era uma realidade desde os anos 90, sendo que BIM na prática não passa de um facelift de uma receita de bolo que deu certo em certos setores, mas não tinha tido resultados tão vantajosos em outros.

No entanto, apesar de todo o apelo que parece um revival do futurismo das matérias tratando dos avanços tecnológicos dos anos 80 e 90 como algo rumo ao século XXI causar um efeito déjà vu, ainda tem muitos hipsters incautos que ainda caem na jogada de marketing (furado).

Benefícios prometidos[editar]

Os principais benefícios são na pretensa identificação de problemas construtivos já na fase de projeto, permitindo uma maior economia de materiais quando da construção, sem contar que permitiria um acompanhamento imediato e a atualização de planta para o modo as-built em tempo real.

Além disso, com a planta virtualizada, ficaria teoricamente mais fácil identificar os pontos por onde passam dutos elétricos ou hidráulicos ou mesmo a estrutura em si da construção, tornando o processo de manutenção da construção mais fácil de se realizar.

Tambem nisso, haveria a promessa de se facilitar a visualização por meio de equipamentos tais como óculos 3D permitindo uma maior facilidade na identificação de cada parte da obra, o que poderia ser uma mão na roda na hora de localizar cada ponto em específico do projeto, se facilitando todo o trabalho de localização dos pontos nos quais se necessitaria fazer o trabalho, reduzindo-se assim o tempo e a tendência a se tentar localizar o problema na base da tentativa e erro.

Segundo as promessas dos players da indústria de software especializado, equipamentos relativamente acessíveis, tais como tablets, permitiriam o acompanhamento em tempo real da obra.

Isso sem contar a possibilidade de se utilizar o conjunto de plantas para efeitos de planejamento urbano, com o objetivo de trazer melhorias em favor de todos os moradores e utilizadores das obras públicas e privadas dentro do ambiente urbano como um todo.

As pedras no caminho[editar]

Infelizmente, muitas das promessas passam longe de serem cumpridas por tal indústria de software, dado que ainda hoje a maioria das empresas ainda hoje se limita a trabalhar com a plataforma x86, mesmo com muitos smartphones tendo memória RAM, capacidade de processamento e até de armazenamento comparáveis a dos famosos desktops e notebooks, que geralmente são mais caros e de mobilidade bem mais limitada.

Isso por si só já dificulta bastante o acompanhamento real e a atualização para a planta para o modo as-built, deixando as melhorias e todos os benefícios prometidos em xeque já na fase de execução da construção.

Para piorar a situação, que já não era boa, as empresas vem precarizando cada vez mais o suporte a seus produtos, substituindo o antigo modelo de licença vitalícia pelo modelo de assinatura temporária e muitas vezes limitada a um número pequeno de projetos, exigindo computadores com configurações bem acima das de um computador médio para uso doméstico e cobrando por seu software em licenças anuais valores bem superiores ao custo de tal computador cuja configuração já tem por si só um preço proibitivo.

Além disso, as empresas, com o objetivo de frustrar a pirataria, vem transferindo o suporte todo dos softwares diretamente para a nuvem, fazendo com que você tenha de fazer enormes downloads caso precise adquirir o software ou fazer a atualização do mesmo, sendo que no geral o suporte é especialmente problemático por DLLs específicas fornecidas pela Microsoft e que no geral são colocadas junto a tais distribuições para permitir que tais programas funcionem de fato, fazendo com que um download de alguns gigabytes demore horas mesmo que o eventual consumidor se utilize de conexões de altíssima velocidade.

Para terminar, o alto custo inviabiliza completamente o acesso de tais ferramentas para o operário médio na construção, mesmo quando se trata de panoramas de primeiro mundo, como é o caso de EUA e Europa, o que torna todas as vantagens prometidas praticamente inacessíveis para a maior parte da população e com aqueles que eventualmente possam pagar por isso tendo de lidar com um aviltante sobrepreço pela tecnologia embarcada, o que acaba muitas vezes sendo contraproducente com a promessa de redução de custos com a construção e a manutenção de tais construções.

No fim, tal ferramenta acaba por correr o grande risco de se tornar mais um pró-forma no meio burocrático para que o caneteiro (uma espécie de despachante na área de engenharia e de arquitetura) possa conseguir alguma eventual vantagem na execução de alguma obra pública ou mesmo liberar um imóvel pra obras ou mesmo pra financiamento, sendo que o pró-forma acaba por ser o fator preponderante na utilização da plataforma, colocando todos os benefícios relatados em xeque e deixando qualquer benefício possível no campo de possibilidades que não saem do pa-pa-pa-papel.

Veredicto[editar]

Por mais que se diga que o BIM é um caminho sem volta, há muito a se caminhar para que de fato tal ferramenta traga algum benefício real que não seja em favor da indústria de software que tira vantagem as custas do advento de tal ferramenta.